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Jack Carter:
Atualização sobre a base Minot

Esta página é uma reformatação da versão original publicada no Projeto Camelot.


Por favor, clique aqui para ler a informação fornecida por Jack Carter em 23 de novembro de 2007.

Esta atualização soluciona dúvidas e destaca outras questões..

O material abaixo foi enviado para nós por Jack, em resposta as várias perguntas e os pedidos por comentários e clarificações.

O tema central, que é importante, é que ele duvida do testemunho dado por 'Hank', a fonte de Will Thomas para o artigo que ele escreveu aqui, aqui e aqui (todos em inglês), que promoveu a explicação 'chinesa intensa' para o incidente da base Minot-Barksdale.


Jack Carter

24 de novembro:

Ainda estou tentando entender qual a melhor maneira de liberar o que eu sei e  usá-lo sem que alguém se machuque. A meta que mutuamente comparatilhamos é encontrar a verdade e ambos sabemos que nesse momento ela não está sendo dita. Quero ser cauteloso sobre isso, dessa forma as pessoas que estão investigando isto possam fazer o trabalho delas.

Fui educado para crer que a verdade nos libertará, mas, cedo na vida, descobri que não dizer a verdade sempre fará ela voltar para o assombrar. Assim, preferiria não dizer nada mais do que não dizer a verdade.

Algumas das informaçõe que estão sendo fornecidas são acuradas, outras não. Não há matriz de "armas nucleares" em qualquer dos mísseis. O interruptor do braço de comando de segurança está onde ele é declarado. Aquele é um mecanismo aprova de falhas. Nunca estive dentro dos procedimentos de segurança por razões de segurança, porém, o que tem sido dito é apenas metade da verdade. Dessa forma, deveria lhe dizer quão improvável é de que tenha sido um acidente, para qualquer um que trabalhou com essas bombas.

Existem procedimentos diários que são tomados para mudar os códigos e procedimentos para as pessoas que fazem a interface com os itens. Um "brecha" teria que ter sido feita em muitos nível. Autenticações teriam que ter sido comprometidas e essas vem de diferentes lugares, tal que elas não podem ser mudadas por uma pessoa. Portanto, estou muito preocupado, porque se ordens foram dada para carregar um avião "quente", e ele passou por todas as verificações de segurança que existem sem ser detectado, então estamos ferrados.

Se um manipulador tem uma ordem de trabalho para remover um item "quente" de (vamos usar o termo) uma casamata, a ordem tem que ser autenticada, tal que essa ordem possa ser confirmada. Essas coisas mudam de um dia para o outro e podem ser alteradas novamente caso haja alguma suspeita. A central de comando envia as mensagens por código e até essas podem ser alteradas.

Assim, se eu fosse informado de que nós estariamos movendo um item para fora da WSA (área de armazenamento de armas), eu teria que verificar de onde aquela ordem veio e ser capaz de justificar qual o propósito de ela estar sendo movida. Há muitas áreas separadas que teriam que ter as mesmas informações e cada área teria seus próprios autenticadores de verificação. Portanto, estamos falando de uma brecha imensa e total na segurança. Estou certo de que entregadores estão sendo usados para entregar as coisas agora, se esse é o caso.

Minha cabeça dói só de pensar sobre nessa possibilidade.


26 de novembro:

Eu li o artigo mais recente de Will Thomas, Loose Nukes. (Bomba atômica Perdida). Quem quer que seja "Hank" não está fornecendo uma informação precisa e as coisas que ele está obtendo não estão certas, é algo que ele pode ter pego de algum material já conhecido. Algumas podem ser desinformações.

Um BUFF (coloquial das forças armadas para um avião B-52) totalmente carregado levaria um total de 20 "itens": seis embaixo de cada asa e oito em um lançador rotativo na baia. Quando elas estão carregadas elas são ligadas a um pilar e são transportadas em um reboque MHU-173. O pilar ou lançador vai ao avião como uma unidade pronto para o uso. Ele é acoplado a aeronave e uma operação final de verificação é executada. Eles são carregados como uma unidade.

O procedimento que "Hank" descreve é a mudança de um único míssil que somente aconteceria se o míssil falhasse na operação final de conferência. Tudo que é feito a essas unidades é feito em um ambiente controlado e só poderia ser feita dessa maneira durante um exercício ou situação de emergência. Portanto, o que "Hank" está declarando é, possivelmente, fabricado de algo que ele viu. Não há impressão na cabine do piloto. Eles não abastessem mísseis no avião. Há muitas informações que não estão corretas. Não estou certo de que "Hank" é alguém que você poderia confiar para informações precisas.


26 de novembro:

Não quero começar uma guerra com quem quer que "Hank" seja, mas, não gosto de pessoas que colocam informações lá fora com um motivo escondido. Estou disposto a fornecer uma cópia de minha DD214 a você para provar que sou quem eu digo que sou, que eu estive onde eu disse que eu estive e que fiz o que eu digo que eu fiz. Gostaria de saber se "Hank" faria o mesmo. Pergunto-me em que campo de trabalho ele está, ou esteve?

Bob Dean e eu, nos daríamos muito bem. Ele realmente diz a coisa do jeito que ela é. Uma vez tive um Procurador do Estado se referindo a mim como uma pessoa tenaz, porque, quando começo a trabalhar num caso, não sossego até que eu esteja certo que revirei todas as pedras e não haveriam disputas.


28 de novembro:

David Lindorff escreveu um bom artigo aqui. Posso dizer que as fontes deles são boas. A informação sobre a janela de armamento é precisa.

Uma das coisas de que vou falar aqui é que quase tudo que as forças aéreas dos Estados Unidos faz, é com base em uma rotina cronometrada. Eles têm exercícios. É feito dessa forma para manter a todos proficientes e procurar as áreas que podem causar problemas. As coisas são realizadas à uma velocidade quase alucinante, para ver quão rápido podemos levar para carregar completamente cerca de 20 aeronaves (cada base). A quantidade enorme de coordenação que leva para fazer isso é notável, mas, é por isso que somos tão bons no que fazemos. Após completarmos esse carregamento e estarmos prontos, uma ordem voltaria para baixarmos tudo da aeronave. Isso é um pesadelo para qualquer um que tem que controlar todos esses itens. Cada item teria que estar listado nas três áreas e existiria, no mínimo, três ou quatro itens que tinha que ser monitorado com cada "pacote".

Algumas vezes, problemas surgiriam e as coisas tinham que ser temporariamente colocadas juntas. Estavamos sempre alertas disso e uma verificação total sempre era feita. Cada item tem que ser agendado para uma manutenção de rotina e tudo tem que ser articulado com cerca de quatro ou mais carta da condição ou planilhas. Na realidade, cada manhã uma recapitulação é feita entre a área WSA e o controle de munições para verificar se tudo combina. Se alguma coisa não combinar, então, uma equipe é enviada para fazer a verificação, assim, saberemos que tudo está certo.

A estória da força aérea, de que um pilar quente (bomba atômica armada) foi colocado na armazenagem como inerte e ela não foi detectada e foi, equivocadamente, posta num reboque de transporte por uma equipe de quatro homens, depois foi transportada para o portão e sinalizada como ok, para ir para a linha de vôo, onde ninguém na equipe de transporte ou equipe de segurança ou equipe de carregamento performou os passos na lista de verificação para conferir se era seguro. Então, ela foi carregada e o chefe da tripulação não conferiu para verificar se era seguro. Então, eles também dizem, que a tripulação ou o piloto também não conferiu essas etapas.

A tripulação de carga teria que ter feito uma operação de conferência nela e ela não teria passado (a menos que não houvesse uma razão para confirir)

Talvez, tenha sido programado para encenar. Então, tudo o que precede não seria tão rigidamente cumprido. Porém, mesmo assim, a primeira coisa em cada lista de verificação para, pelo menos, cindo diferentes pessoas que seriam as pessoas executando a conferência de olhar para os pinos de segurança, as faixas e a janela do armamento para verificar a segurança. As faixas de segurança são de cores diferentes para alertar você de que você está trabalhando com uma bomba atômica viva (carregada). Muitas coisas teriam que ser contornadas para permitir que isso tenha ocorrido e, simplesmente, não posso acreditar que ocorreu uma falha completa aqui, em muitos níveis.


Comentário do Projeto Camelot

Compartilhamos as preocupações de Jack. Não estamos em posição de tirar conclusões. O incidente ainda é muito difícil de se explicar. Assim, como todo o nosso trabalho, nosso compromisso é para apresentar a informação ao público para que possam ser melhor informados e tomarem as melhores decisões por si mesmo.

                                    6 de dezembro de 2007




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Bill Ryan

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