Peter Levenda:
Transcrição da Entrevista
Peter Levenda: Forças Sinistras
Entrevista em áudio, fevereiro de 2009
Início da Entrevista
Kerry Cassidy (KC): Somos Kerry Cassidy e Bill Ryan e
nós
somos do Projeto Camelot. Estamos aqui numa
quinta-feira, 12 de
fevereiro de 2009, e estamos com Peter Levenda. Ele é um
investigador e
um
autor maravilhoso. Ele é muito conhecido pelo livro
Sinister Forces
(Forças Sinistras) que,
aparentemente, é uma série de
três livros. Também pelo
livro anterior chamado Unholy Alliance (Aliança
Profana),
mergulhando
na históra dos
nazistas. 
Peter, eu quero dizer: "Olá". Muito obrigado por nos
conceder uma
entrevista hoje. Eu tenho que dizer que estou bastante
impressionada
com
seu estilo de escrita, assim como sua honestidade como um
pesquisador,
o modo como você escreve. Você realmente me faz lembrar um
pouco
Richard Dolan e eu acho que você sabe quem ele é porque
você o cita
algumas vezes em seu trabalho.
Peter Levenda (PL): Certamente. E obrigado, muito
obrigado
pela introdução. Estou muito feliz por fazer parte
disto.
KC: Ótimo. Então o que nós gostaríamos de fazer é dar ao
ouvinte,
basicamente, um histórico de onde você vem, como você
chegou a esse
material, porque eu acho que é realmente importante - o
fato de que ele
se
enquadra muito no que Richard Hoagland, Jim Marrs, Joseph
Farrell e
outros estão investigando, mas pode até ter pré-datado
alguns dos
trabalhos e realizações deles nessa área.
Nós estamos falando sobre como os nazistas, como o
controle
da mente e como... a direção em que os Estados Unidos
vão, por quê
podemos estar indo em uma determinada direção e qual é o
significado
básico
oculto de tudo isso. Eu acho que o seu histórico é,
realmente, apenas estelar nesta matéria. Então por
favor, diga-nos de
onde você vêm e para onde vais com tudo isso.
PL: Certo, vou tentar. Eu tentei, na década de 1970,
durante a era Watergate, escrever um livro que
exploraria a relação entre a religião e
a política, que é uma ligação que
sempre
me fascinou. Temos a tendência, nos Estados Unidos, a
considerá-las
como
duas entidades separadas.
Mas durante o caso Watergate, comecei a ver que
muitas
das mesmas
personalidades surgindo as tínhamos encontrado
durante, ah, os
assassinatos dos Kennedys e etcetera, e comecei a
ver paralelos mais profundos.
Então, houve um livro que saiu em 1960, muito antes
de
Watergate, chamado The Morning of the Magicians (O
Despertar dos Mágicos). Foi escrito por dois
franceses, Pauwels e Bergier, e falava muito sobre uma
conexão
nazi/oculta, mas não era documentado. Pensei: "Isso
daria
uma grande capítulo [Kerry ri] no
livro que eu
planejava.
Deixe-me escrever algo sobre os nazistas e a
religião, ou os nazistas e
o ocultismo ou o misticismo".
Fui ao Arquivo Nacional em Washington, DC. Isso foi
no
auge do caso Watergate. Nixon ainda estava no poder.
Ele estava
prestes a sair. Foi um mês ou dois antes dele sair,
assim havia uma
grande agitação em Washington.
Mas, desatento a isso, em certo sentido, eu estava
no
Arquivo Nacional olhando documentos alemães
apreendidos. Quando eu
estava
no Arquivo Nacional, o arquivista, um arquivista muito
famoso -
qualquer um que estudou os nazistas nos anos 70 e 80
conheceria o Dr.
Wolfe - quando ele descobriu o que eu estava tentando
fazer ele sugeriu
que eu olhasse o registro de uma organização chamada
Ahnenerbe SS,
que, na verdade, era uma divisão da SS que estava
especificamente
preocupada com ocultismo e pesquisa mística. Eu fiquei
estupefato.
Ele me levou aos rolos de microfilmes. Comecei a ver
os
slides. Então eu percebi - meu queixo caiu - eu olhava
a
documentação real de um programa nazista completo para
investigar ocultismo.
Outros autores haviam falado sobre uma conexão
nazi-oculta. O livro, O Despertar dos Mágicos,
fala muito sobre
isso, mas não havia nenhuma documentação. Alguns
dos outros livros que saíram naquela época, por
exemplo, The
Spear of Destiny (A Lança do Destino), e alguns
dos outros, falavam
muito sobre
isso, mas não havia nenhuma documentação.
Então, parecia especulação até que, de repente, eu
estou
olhando para todos os documentos - página após página
após página de
pesquisa no Tibete, expedições ao Tibete. Houve uma
pesquisa para
encontrar o Santo Graal. Houveram todos os tipos de
programas bizarros
da SS
que eram financiados totalmente pelos nazistas durante
a
Segunda Guerra Mundial.
Então, isso me fez pensar que talvez haja
uma
grande
quantidade de documentação em todo o mundo. Talvez se
possa encontrar
evidências de tudo isso sem se ter que especular
demais. Assim, a
documentação nazista me deixou muito animado.
Nessa época, eu vivia em Nova York. Eu sou de Nova
York. Eu
estava conversando com um monte de amigos meus que
tinham raízes
na América Latina e na América do Sul. Eu li um livro
de Ladislas
Farago
chamado Aftermath (Consequência), que é sobre
a sobrevivência
dos criminosos de
guerra, criminosos de guerra nazista, na América do
Sul.
Me deparei com a menção de um estabelecimento
estranho
no Chile chamado Colônia Dignidade a Colônia da
Justiça. Isso
era
suposto ser uma espécie de lugar nazista seguro, que
também era um
estranho grupo religioso, no alto da Cordilheira dos
Andes. Eu
pensei: Isso é bom demais para se deixar passar.
Então, eu não apenas tenho a documentação da Segunda
Guerra Mundial, mas, agora, eu tenho um santuário vivo
real nazista na
América do Sul que também é uma operação religiosa,
que é exatamente o
que eu estava escrevendo.
Então eu decidi ir para ao Chile - isso foi em 1979
- e
ver este
lugar por mim mesmo. Isso foi durante o tempo da
ditadura de Pinochet.
Havia
a lei marcial no país, mas eu consegui chegar até uma
pequena cidade a meio caminho da costa do Chile
chamada
Parral. Próximo a esta pequena cidade está a colônia,
a Colônia
Dignidade.
Eu consegui ir até lá. A história é contada em
detalhes
no
meu livro, Unholy Alliance (Aliança Profana).
Porém, eu
consegui ir lá em uma manhã de
domingo de junho de 1979, fui detido. Me mantiveram
lá. Eu
estava proibido de sair. Meu passaporte foi tirado. O
filme foi tirado
de minha câmera.
Foi-me dito pelos alemães - Eles eram alemães. Eles
não eram chilenos. Eles não eram espanhóis - foi-me
dito pelos
alemães que eu não era bem-vindo ao país, que eu tinha
que sair do
Chile imediatamente.
Quando fui autorizado a sair, o que foi muito
incerto e
crítico por
um tempo, durante todo o caminho de volta para
Santiago, para a
capital, onde estava o meu hotel, eu fui parado no
caminho. Eu estava
em
um ônibus e era parado ao longo do caminho pelas
tropas que tinham
montado barricadas, que estavam se certificando de que
eu estava
naquele
ônibus. Quando voltei ao meu quarto de hotel, havia um
bilhete me
esperando que dizia que eu tinha passagem para o
próximo voo, que a
reserva
havia sido feita.
Assim, a quantidade de influência que a rede nazista
em
1979... 1979 foi depois de tantos anos após o fim da
Segunda
Guerra Mundial, sabem. Estamos falando de 25 anos
depois. Eles ainda
tinham grande
influência em um país tão distante como o Chile, eu
comecei a ver
que havia muito mais acontecendo do que eu suspeitava.
Isso acabou se
tornando o livro Unholy Alliance.
Comecei a ver as conexões entre os governos da
Bolívia,
Chile, Argentina, Paraguai, uma extensa rede nazista,
um monte de
dinheiro que havia deixado o Terceiro Reich, quando os
nazistas
perderam a guerra.
Comecei a perceber que o partido nazista não era um
partido
político da maneira como entendemos os partidos
políticos, mas que o
Partido Nazista era uma seita. Se você olhar para ele
a partir desse
ponto de vista, você pode compreender a verdadeira
natureza deste tipo
de mal, porque o Partido Nazista é... eles não vão
desaparecer,
simplesmente porque eles perderam a guerra.
Os velhos criminosos de guerra que escaparam - e
alguns
deles
ainda estão vivos. Alguns deles morreram recentemente
na América do
Sul, no Chile e na Argentina. Eles têm seguidores.
Eles têm a
filosofia, a ideologia.
Bill Ryan (BR): Perdoe-me por interrompê-lo,
Peter.
PL: Claro.
BR: Mas parece estar implícito do que você está
dizendo, então eles têm apoio de dentro dos governos
desses países
sul-americanos.
PL: Sim, com certeza. Quer dizer, depende de qual
regime
que está no poder a qualquer momento. Mas vamos dar o
exemplo da
Bolívia. Klaus Barbie, que foi o "Carniceiro de Lyon",
na França, que
foi o homem responsável por todos os tipos de crimes
de guerra na
França, naquela época, ele tornou-se o chefe da
polícia secreta da
Bolívia.
Quero dizer, ele tinha uma posição federal nomeada
naquele governo.
Walter Rauff viveu por muito tempo no Chile. Walter
Rauff
foi o homem que desenhou as câmaras móveis de gás, as
vans que foram
usadas com o escapamento colocado dentro das vans para
matar os
prisioneiros.
Quero dizer, todas essas pessoas encontraram um
refúgio
seguro, não só na América do Sul, mas também no
Oriente Médio, na Ásia
e, em certa medida, na Austrália.
KC: E, também, nos
Estados Unidos.
PL: Sem dúvida. Certamente. Claro que tivemos
muitos casos aqui nos Estados Unidos de criminosos de
guerra que
encontramos, sem disfarces e, ocasionalmente, enviamos
de volta.
Um famoso, que me deixou muito envolvido na
história,
foi
o homem que por um longo tempo foi o chefe da Igreja
Ortodoxa Romena,
nos Estados Unidos. Era um arcebispo que, durante a
Segunda Guerra
Mundial tinha sido um membro do... Qual era o nome...
a Cruz de
Ferro? A Flecha de Ferro, eu acho, uma organização
nazista romena, que
havia torturado prisioneiros.
Ali estava um homem que era um nazista consagrado,
que
após
a guerra fugiu para os Estados Unidos; e, embora ele
não
tivesse treinamento em seminário, tanto quanto eu fui
capaz de
descobrir,
ele conseguiu dominar um ramo da Igreja Ortodoxa
romena no nosso
país, no Centro-Oeste, e não foi descoberto até,
talvez, 20 anos
atrás, quando ele foi forçado a deixar o país.
Então, sim, nós ajudamos muita gente a escapar. A
Igreja
Católica, também, em certa medida, se envolveu nisso,
em uma operação
chamada Caritas, durante a Segunda Guerra
Mundial, ela forneceu
os
passaportes do Vaticano para ajudar alguns dos
criminosos de guerra
mais famosos a fugirem para a América do Sul. Então,
houve muita
colaboração.
Mesmo no nosso próprio país, nos Estados Unidos,
tivemos
a Operação Paperclip, em que trouxemos
cientistas nazistas para
ajudar com o nosso programa espacial, entre outras
coisas.
Assim isso me levou a trabalhar no que,
eventualmente, se
tornou o livro Sinister Forces (Forças Sinistras).
Comecei a me
perguntar como é que nós nos Estados
Unidos poderíamos ter vendido a alma tão facilmente a
algo tão
abominável
como uma organização criminosa como a SS e aos
nazistas, em geral,
trazendo esses cientistas para cá, para fazê-los
trabalhar para
nós e, realmente, dar-lhes grandes empregos, dar-lhes
posições em
nossa indústria.
Walter Dornberger é um exemplo, que teve um emprego
no
conselho de administração da Bell Helicopter
(Helicopteros da Bell).
Todos os tipos de
pessoas. Pessoas que trabalharam para o Programa
Espacial de Medicina,
no
Texas, na Base Aérea Randolph. Há uma história muito
grande lá.
KC: Certo. Isso tem tentáculos que vão para todos os
aspectos
de controle da mente. Eu acho que você cobriu isso
maravilhosamente no
livro Sinister Forces. Quer dizer, eu não posso
imaginar
o que você escreve nos livros Dois e Três,
mas eu tenho
que dizer
que isso é realmente uma grande história.
PL: Bom, eu desenvolvi as mesmas idéias. No Livro
Dois
concentro-me muito na família de Charles Manson, como
uma espécie
de exemplo perfeito do que as forças sinistras podem
fazer com a
modificação
de comportamento/aspecto de controle da mente.
Então no Livro Três eu como que explico o
que eu
acho que é a
história inteira e como isso funciona. Eu ligo
assassinos em série as
operações de controle da mente e tento entender.
Quero dizer, o nosso país, a CIA, especialmente nos
anos
1950-1960 até por volta do escandalo de Watergate, até
a década de
1970 e as investigações Rockefeller, esteve envolvida
em um dos
experimentos mais bizarros dos tempos modernos.
Quero dizer, aqui estávamos, tentando descobrir como
a
consciência humana funcionava, como entender a
memória, volição. Como
podemos apagar a memória de uma pessoa, implantar
novas memórias? Como
fazer com que uma pessoa faça algo que não faria
normalmente - por
exemplo, cometer um assassinato? E depois esquecê-lo e
não saber porque
fez isso?
Quer dizer, isto era algo como um rei medieval, se
poderia
pensar, contratando alquimistas e magos, sabem, para
manter
contato com o outro mundo. Nós estávamos fazendo isso
nos anos 50
e nos anos 60 e provavelmente ainda hoje.
Temos operações em que tentamos entender como a
mente funciona e depois controlá-la. Como um aprendiz
de feiticeiro,
nossas agências de inteligência voltaram a atenção
para a consciência
humana e
começaram a brincar com o assunto.
BR: Qual é a resposta à sua própria pergunta,
Peter,
a que
você colocou apenas há alguns minutos? Sobre a forma
como...
Acho que as palavras que usastes foram: 'Como a
América pode vender
a alma, de formas que, não só trouxe estes
cientistas nazistas a
América para dar-lhes grandes empregos, mas na
verdade, aparentemente, abraçou toda a agenda e a
levou muito mais
longe?'
Haviam forças do mal atuando nos Estados Unidos
durante a Segunda Guerra Mundial? Ou foi algo
oportunista,
pois perceberam a magia que os nazistas, certamente,
tinham em mãos e
acharam que
poderiam usar isso para os próprios fins, e isso foi uma
tentação muito grande para resistir?
PL: Bom, eu acho que, como de costume, as causas
ocorreram,
simultaneamente, em
níveis diferentes. Eu acho que considerar uma única
direção pode ser um erro. Eu acho que às vezes é
desejável que olhemos
em uma certa direção e não olhemos na outra - a ideia
da
direção errada.
Eu falo sobre as forças sinistras. Quero
dizer,
esse é o
título da minha série, e eu peguei esse título de
Watergate, porque foi
assim
que comecei esta investigação. E "forças
sinistras" foram
acusadas por essa lacuna famosa de 18,5 minutos nas
fitas do Salão
Oval, as fitas
do escritório de Nixon, onde houve de repente uma
grande lacuna e
ninguém
sabia o que ele disse.
Acho que foi Alexander Haig ou Buzhardt que disse
que a
fita, o som de chiado da fita foi o resultado de
forças sinistras. Eu
gostei dessa idéia, que havia algo mais sinistro
acontecendo.
Eu acho que em muitos casos o que vemos ao nosso
redor é
um
teatro, uma espécie de teatro, e que hão forças que
são mais profundas,
mais sinistras, menos visíveis, manipulando os
eventos. Ou eu gosto de
pensar que o que chamamos de coincidência e
sincronicidade é a prova da
ação de uma força mais sinistra ou uma força mais
profunda.
BR: Essas forças também são muito mais antigas?
Porque, é
claro que existem muitos pesquisadores, talvez até mesmo
você, que
concluem que
essa coisa toda, essa agenda negra, teve as raízes em
2000, ou mesmo, 3000 anos atrás e tem crescido de forma
constante desde
então.
KC: Bom, na verdade, em seu livro, você fala em
voltar aos túmulos na América, então você volta milhares
ou
mesmo milhões de anos. Certo?
PL: Certamente.
KC: Há também a alusão ao Egito e das pirâmides. Você
está falando, realmente, de se ter que ir para as
possíveis culturas de
fora
do mundo e como nós, seres humanos, como a humanidade
começou neste
planeta quando, realmente, se vai tão fundo.
PL: Bom, quando eu comecei a olhar os túmulos ... A
idéia
dos túmulos indianos veio a mim, bruscamente, por
acidente, porque
pesquisava Manson e decidi ir aonde Charles Manson
tinha crescido,
que era uma cidade chamada Ashland, no Kentucky.
Fiquei impressionado com o fato de que haviam
túmulos indianos no centro da cidade. Eu comecei a
pesquisar isso, me
perguntando o que isso significa? Eu realmente nunca
tinha deparado com
isso antes. Isso era novo para mim.
Eu comecei a pesquisar o fato de que estes túmulos
estão
por
todo os Estados Unidos, especialmente a leste do
Mississipi, mas,
também,
em certa extensão,
a oeste do Mississippi.
Fiquei impressionado com o fato de que houve
realmente
uma
civilização antiga na América, na América do Norte, a
qual não temos
nenhuma pista. Era tão antiga quanto tudo o que estava
acontecendo
no Oriente Médio. As obras de terraplanagem que eles
construíram, em
alguns casos, eram mais grandiosas e muito maior do
que as pirâmides e
sabemos tão pouco sobre elas.
Comecei a olhar para a América como uma espécie de
casa
assombrada e comecei a me perguntar: Que
forças existem
atuando aqui?
As coincidências que nos deparamos, sobretudo uma
teoria
da
conspiração... Qualquer um que começa a investigar - o
assassinato de
Kennedy é provavelmente o exemplo mais famoso - vai
encontrar dezenas
e, em seguida, centenas e talvez milhares de conexões
"coincidentes"
entre
pessoas, lugares e eventos, o que os enlouquece.
Um historiador regular, um historiador corrente
dirá:
Bom, isso foi uma coincidência, aquilo foi uma
coincidência, isto foi
uma coincidência e repudia a todos, porque ele não
pode ver uma
verdadeira relação de causa-e-efeito.
Mas, para mim, e isso acontece com todos nós que
investigamos
estas coisas, nós nos encontramos atormentados por
essas coincidências.
Quer dizer, eu estive pesquisando, por algum
tempo na Ásia, para o livro Forças Sinistras.
Eu estive
no Sudeste Asiático, em áreas remotas, e entraria em
uma livraria
velha,
de segunda mão, e encontraria os
livros que eu precisava para minha pesquisa. Eram
livros, talvez sobre
Charles Manson ou algo que eu nunca tinha ouvido falar
antes. Textos
acadêmicos que apareciam de repente. Ou apareciam
textos que foram
escritos e impressos privadamente por alguém envolvido
com o grupo que
chamo de "The Nine (Os Nove)".
Todo este material cairia nas minhas mãos, embora eu
estivesse no meio do nada, longe de qualquer tipo de
estrutura
acadêmica, longe da livraria Barnes e Noble ou
qualquer coisa assim [ri],
mas
apenas,
realmente, no meio do nada .
Portanto, a multiplicação desses eventos, para mim,
é uma
indicação de que algo está atuando, de que, talvez,
precisemos de uma
abordagem quântica consciencial para a história em si,
não apenas para
as nossas mentes em uma espécie de modo teórico ou
espiritual...
KC: Sem dúvida. Com certeza.
PL: A história. Sim.
KC: Você está falando de Puharich. Eu não tenho certeza
de
como você
diz o nome dele.
PL: Puharich.
BR: Puharich.
KC: Isso leva a uma questão muito difícil em torno do
controle da
mente e como o controle da mente em si parece vir deses
primórdios e
da consciência que, supostamente, Puharich entrou em
contato
com aquelas "Nove" pessoas; as quais,
desde então, são pessoas que escreveram livros e se
envolveram em,
supostamente, estarem em contato se não com essas
inteligências ou outras. Alguns as chamam de
Inteligências
de Gizé. Então, também, está tudo voltando para algum
lugar no passado.
PL: É, sim. Quero dizer, se se começar por Puharich,
se
pode ver o esboço do que estou falando muito
claramente,
porque ali estava um homem que era um pesquisador do
paranormal,
mas ele também foi um capitão do Exército dos EUA e um
médico medíocre,
todas essas coisas juntas. E tudo isso foi durante a
Guerra da Coréia.
Ali estava um homem que dava palestras para os
militares sobre como usar PES (percepção
extra-sensorial) como arma,
sabem, como usar os poderes
telecinéticos e telepáticos humanos como uma arma na
luta durante a
Guerra Fria.
Ao mesmo tempo, ele fazia uma sessão ou uma série
de sessões em uma fazenda em Maine em que ele convidou
um punhado de
pessoas. Mas, as pessoas que ele convidou, eram
algumas das famílias
mais
ricas dos Estados Unidos, as famílias mais poderosas
da América,
"sangues azuis", quero dizer, aqueles que eram
descendentes dos
signatários da
Declaração da Independência.
A única coisa que me fascina nisso é que essas são
coisas
bem
documentadas. Não há nenhuma especulação sobre isso.
Qualquer
um pode procurar e descobrir por si mesmo que essas
pessoas se
encontravam, elas realizavam a sessão, elas estavam em
contato com
algum
grupo de seres extraterrestres ou sobrenaturais que se
chamavam "Os
Nove".
Estamos falando de pessoas que também estiveram,
tangencialmente, envolvidas no assassinato de Kennedy,
que aconteceria
a
dez, quinze anos após esses acontecimentos. Quero
dizer, é
impressionante. Quero dizer, você se pergunta: Qual é
a conexão? Como
pode ser isso?
BR: Sim. O que você achou do livro de Picknett e
Prínce, The Stargate Conspiracy (A
Conspiração Stargate), que você deve ter lido como parte
de sua
pesquisa?
PL: Eu li A Conspiração Stargate e eu queria gritar
para
Picknett
e Prince: "Basta ir um pouco mais! Vá um pouco
mais e vocês verão as
ligações com o assassinato de Kennedy".
Fiquei emocionado por eles escreverem sobre esses
eventos e também sobre "Os Nove". Eles escreveram
sobre
Puharich. Eles o mencionaram. Eles mencionaram este
grupo, mas eles não mostraram a conexão. Eles não
haviam ligado os
pontos entre, por exemplo, Arthur Young, que era um
proeminente membro
de "Os Nove", o homem que inventou o helicóptero da
Bell, que eu havia
mencionado a pouco como estando envolvido com os
cientistas nazistas...
BR: Quando você fala sobre "Os Nove", você está
falando de
um grupo humano, ou um grupo de fora do mundo? Ou isso é
uma alusão a
dois grupos de nove?
PL: Pois bem, quando falo "Os Nove", estou
mencionando
primeiro o grupo humano, porque esses são os
nomes das pessoas que conhecemos. Mas é claro que eles
eram
considerados os representantes terrestre deste grupo
espiritual ou
extraterrestre que se chamavam "Os Nove".
BR:
OK. Qual foi esse grupo terrestre de nove?
PL: Bom, "Os Nove" incluam famílias - por exemplo,
Arthur Young e a esposa, Ruth Forbes Paine Young, que
é parente de
John Kerry, diga-se de passagem - John Forbes Kerry.
Portanto,
temos Arthur Young e a esposa, Ruth Forbes Paine
Young.
Temos a família DuPont, a Astor, todos faziam parte
deste
grupo, bem como Puharich. Assim, a família Astor
estava lá - uma
família americana-britânica muito rica, os Astor. É
claro que todo
mundo conhece os Astor e do Waldorf Astoria, etcetera,
etcetera. John
Jacob Astor
estava no Titanic. Portanto, temos a família
Astor.
Temos os DuPonts, é claro, uma família americana
extremamente poderosa, rica e influente. E temos os
Forbes - como na Revista
Forbes,
Steve Forbes, e assim por diante. Essa família tinha
representante.
O nome dela era Ruth Forbes Paine. Paine foi uma das
signatárias
originais da Declaração da Independência. Ela tem uma
descendência
direta
nessa linha pelo casamento. O próprio Arthur Young, o
inventor do
helicóptero da Bell.
Então você tem um agrupamento de famílias aqui de
alguns
dos
nomes de família mais nobres nos Estados Unidos. Se
tivéssemos realeza,
seriam os DuPonts, Astors, Forbes e Paines.
BR: Será que eles se chamam de "Os Nove"? Ou
esta é a
sua denominação para eles? Quero dizer, eles têm uma
agenda ou algum
tipo de tese
ou razão para estarem juntos e serem reconhecidos como
um grupo desse
tamanho?
PL: Sim, eles se chamavam "Os Nove" desta forma:
Eles
fizeram uma sessão espírita. Puharich estava
conduzindo a sessão
espírita. Ele tinha um medium da Índia, um Dr. Vinod,
e Vinod estava em
comunicação telepática com um grupo de seres que, de
alguma forma,
estava no
espaço, pairando sobre a Terra e haviam nove deles.
Eles disseram ao grupo de nove indivíduos: "Somos
nove
e
vocês são nove, assim, vocês são os Brâmanes que
trarão uma nova onda
de iluminação, ou uma nova onda de evolução para o
planeta. Vamos
usá-los como nosso veículo para trazer este tipo de
evolução
espiritual,
esse início da evolução, se me permitem".
BR: OK.
KC: Isso também foi uma descolagem, basicamente, do que
os
Illuminati seriam, a filosofia desde o início do grupo
que
chamamos dos Illuminati, do qual essas famílias fazem
parte?
PL: Bom, esse é o sifgnificado. Quero dizer, caso
contrário... Por que essas pessoas, como eu disse
antes, alguns dos
indivíduos mais ricos dos Estados Unidos, estavam no
Maine, em um
celeiro, na
floresta, na Véspera de Ano Novo, quando poderiam
estar em qualquer
outro lugar no mundo? Eles tinham o dinheiro, os
meios, as ligações. Em
vez disso, eles estão fazendo sessões
mediúnicas no frio, no inverno, neste celeiro.
Qual é a motivação para isso? Qual é a finalidade?
Como é
que eles se conheceram? Não sabemos muito sobre isso.
Sabemos que
Puharich foi o cara que os uniu para a sessão
mediúnica e de bom
grado eles fizeram parte desse empreendimento e, não
apenas uma, mas
várias vezes.
Então a motivação, foi por conta própria? Eu não
sei. Eu
não
quero especular, exceto para dizer que estamos falando
das pessoas mais
poderosas em nosso país nessa época.
BR: A analogia que você está delineando aqui é
que
hão boas
evidências de que os nazistas faziam algo semelhante,
tanto
antes como durante a guerra; e, ainda assim, você diz
que esta
prática de indivíduos poderosos de famílias poderosas de
um
estado-nação
poderoso estão, de repente, fazendo o mesmo décadas
depois.
PL: Sim. Quer dizer, menos de dez anos depois. Se
contarmos o fim da Segunda Guerra Mundial como 1945,
essas pessoas se
reuniram no início dos anos 50.
O que Himmler estava fazendo, ele... Eu visitei, na
Alemanha, o castelo chamado Wewelsburg que ele
renovou. Está perto da
cidade de Paderborn, na Alemanha. Eeste castelo
foi construído por ele para ser uma espécie de
Vaticano da SS.
Seria a sede espiritual deles.
Ele conduzia rituais muito semelhantes lá. Ele
repetiu
uma espécie de "Mesa Redonda", um tipo de idéia
arturiana de
Camelot. Haveriam 12 cavaleiros em torno da mesa,
que eram os melhores do ranking de oficiais SS.
Eles se reuniam em meditação nesta mesa, numa sala
que
estava
diretamente sobre uma cripta, e na cripta se
colocariam as urnas
contendo as cinzas de oficiais da SS quando eles
morressem, os de alta
patentes. Haviam nichos especiais para cada um. Haviam
suásticas
gravadas no
chão e por nove jardas (8,23 metros).
Assim, a idéia semelhante de meditação, de tentar
contatar seres sobrenaturais para orientar a SS,
agora, era
repetida por um grupo chamado "Os Nove".
Se pensarmos em termos de raça - vocês sabem que a
SS,
assim como todos os nazistas, estavam obcecados com a
raça e a pureza
racial - de repente, com "Os Nove" temos, como eu
disse, o sangue
azul das famílias americanas, DuPonts, Astors, Paines,
Forbes. Temos
este encontro de... por falta de uma palavra melhor, o
mais
racialmente aceitável, para os nazistas, o agrupamento
em meditações
guiadas, na floresta, fazendo a mesma coisa. Exceto
que não haviam doze
neste
caso. Haviam nove, muito específico.
Então, não estou tentando traçar uma
ligação muito próxima entre o que os nazistas
faziam e "Os Nove". As
práticas eram bastante semelhantes. Era uma sessão em
grupo. Era uma
meditação. Tinha algo a ver com a evolução da raça.
Então você tem
muito dos mesmos temas.
KC: OK. Mas o que você também, penso eu, continuou a
investigar foi descobrir aonde as informações recebidas
pelos "Os
Nove" foram parar. Porque eu acredito que existe uma
trilha que se
conecta através do SRI (Stanford Research Institute -
Instituto de
Pesquisa de Stanford), Hal
Puthoff e Ingo Swann...
PL: Certo.
KC: ...a visão remota e, realmente, em seguida, os
círculos voltam e também tem a ver com as pessoas que
estavam envolvidas no
controle da mente, então, utilizando algumas dessas
informações? E/ou
orientando, por exemplo, a agenda dos Illuminati até os
dias de hoje?
PL: Sim, isso certamente fez esse caminho que você
acabou de descrever e a conexão em tudo isto, é claro,
é
Andrija Puharich. Puharich foi o homem que recebeu o
grande mérito de
ter
descoberto Uri Geller, por exemplo, o famoso
paranormal israelense. Ele
trouxe Geller para o SRI, na Califórnia, para ser
testado.
Houve também uma conexão do SRI com esse grupo, com
as pessoas em Jonestown. As ligações são vastas em
tudo isso, e se se começar a puxar os fios, se torna
extremamente paranóico.
BR:
Qual é a conexão com Jonestown?
PL: Bom, OK. No Volume Dois tenho cerca de
100
páginas apenas sobre Jonestown, porque a quantidade de
trabalho que
ainda tem
de ser feita apenas para se decodificar esse evento
ainda depende de
nós. Realmente sabemos muito pouco sobre o que
aconteceu em
Jonestown.
Lenta, mas seguramente, mais e mais informação tem
sido
revelada
ao longo dos últimos 20 anos ou mais, algumas delas
por um bom amigo
meu
chamado Jim Hogan, um jornalista investigativo que
passou muito tempo
pesquisando Jonestown e trouxe alguns documentos da
CIA para
verificar se Jim Jones era algum tipo de agente
contratado pela CIA. Ele
tinha o que é chamado um arquivo 201 na CIA.
Então,
nós sabemos que havia uma conexão.
Mas, em relação com a conexão com a SRI, eu acho que
foi
Russell Targ - se não estou enganado, eu acredito que
foi Russell Targ
que era o homem que estava envolvido com Jonestown,
SRI e
Puthoff Hal.
BR: Sim.
KC: Há também o link de Puharich como trabalhando para
a CIA.
PL: Sim. Tanto quanto Uri Geller entendia, Geller
sempre
disse que Puharich era seu treinador para a CIA. Ele
fez essa afirmação
várias vezes.
Mas, tanto quanto concerce ao SRI, Russell Targ, o
físico
que
fazia parte do grupo do SRI, admitiu que estava
envolvido
com um grupo de sobreviventes de Jonestown. Ele foi
diretor de
aconselhamento do Human Freedom Center (Centro de
Liberdade Humana), em
Berkeley, e
os deixou ao juntar-se ao SRI para estudar fenômenos
psíquicos.
O grupo com que ele trabalhava, Elmer e Deanna
Mertle,
depois que ele os deixou, algumas semanas depois de
Targ os deixar e
juntar-se ao SRI, os Mertles foram encontrados mortos,
assassinados em
estilo
execução na casa deles. Assim, a ligação entre Targ,
SRI e Jonestown é
grande. O que isso significa, não sabemos.
Mas nós sabemos que Targ trabalhou com os Mertles,
que era
um
grupo de sobreviventes do massacre de Jonestown, as
pessoas que haviam
deixado a igreja de Jim Jones, The People's Temple (O
Templo do Povo),
e estavam tentando elevar a consciência contra isso.
Eles escreveram um
livro sobre o
Templo do Povo e Targ estava trabalhando com eles. Ele
saiu para se
juntar ao SRI e algumas semanas mais tarde, os Mertles
foram mortos,
assassinados em estilo de execução.
KC: Então você tem que dizer também que, além de tudo
isso,
o que
acontece é que algumas pessoas vão trabalhar para a
agenda positiva e
algumas estarão trabalhando realmente para a agenda
negativa, já que há
conexões entre essas organizações - porque há a ligação
muito clara
entre a CIA e o SRI. Entre Puharich e a CIA. Então se
tem todas
estas ligações com a CIA. Gordon Novel, o assassinato de
Kennedy. Todos
estes links conduzindo a CIA. Por isso, fica realmente
complicado. É
realmente fascinante.
Eu sei que você estudou ocultismo em grande
profundidade.
Você já chegou a alguma conclusão? Você se aprofundou em
algumas
trilhas que talvez não foram divulgadas?
PL: Bom, não foram divulgadas na medida que eu não
sei
bem
como explicar tudo isso de alguma forma que faça
qualquer sentido de um
ponto de vista acadêmico, mas ocorreu-me durante este
tipo de pesquisa... Como mencionei antes, eu considero
coincidência e
sincronicidade serem a prova da existência dessas
forças.
Eu acho que essas forças estão lá e acho que grupos
de
seres humanos ao longo do tempo fazem um esforço
consciente para manter
contato com essas forças, para manipulá-las, para
usá-las em causa própria.
Eu acho que a CIA fez isso com o MKULTRA e a
Operação
Bluebird
(Pássaro azul) e
todos os experimentos de controle mental que eles
fizeram.
Se se pegar um ser humano e tentar manipular a
consciência, se tentar apagar as memórias, substituir
as memórias,
programá-los como assassinos, por exemplo, então o que
se
está fazendo é, essencialmente, se está criando aquele
ser humano.
Quero dizer, se está colocando este ser em uma
espécie
de iniciação espiritual, mas sem nenhuma das
garantias, sem nenhuma
preparação espiritual que uma pessoa normalmente teria
ficando
protegida contra qualquer demônios que são invocados
no processo.
Então foi um programa muito irresponsável, insensível
e cruel que a CIA
empreendeu naquela época.
KC: Irresponsável ou realmente intencional? Quer dizer,
essa
é realmente a questão dos chefes da CIA, não é? Se eles
sabiam em que
estavam se metendo? Eles chamavam essas forças
negativas, em essência, e as traziam para os corpos dos
assassinos
programados - e alguns desses são realmente os agentes
adormecidos, que
podem certamente estar fazendo parte da nossa sociedade,
neste
momento, tendo uma vida normal, à espera de serem
ativados.
Em essência, o que você está olhando pode ser uma
agenda
intencional. E é aí que fica muito interessante quando
você começa a
olhar para o futuro e o que estamos realmente
enfrentando.
PL: Bom, sim. Quer dizer, eu acho que uma das boas
indicações de quão ruim ficou, foi o homem que esteve
no comando do programa da CIA durante muito tempo,
chamado Sydney
Gottlieb, Dr. Sidney
Gottlieb... Quando o projeto MKULTRA foi
"dissolvido" por
Richard
Helms em meados da década de 1970, Gottlieb ficou um
pouco estranho.
Ele, tornou-se um monge budista. Ele foi para a Índia.
Ele
tentou essencialmente pagar pelos pecados.
Ele não quis falar mais sobre este programa; então
ele se
tornou uma espécie de recluso e, obviamente, tentou
levar uma
vida simples. Ele vivia no campo. Ele vivia numa
fazenda, eu acredito que na Virgínia, depois que
voltou da Índia. Ele
era um homem que estava despedaçado pelos resultados
do que tinha
feito,
pelos pecados que tinha cometido contra outros seres
humanos.
Portanto, se o líder, se o criador, ou o servo desta
operação se sentiu daquela maneira, eu me pergunto o
que os criminosos
reais do dia-a-dia sentiam, as pessoas que estavam
realmente envolvidas
na programação diária desses indivíduos.
Acho que há uma enorme quantidade de evidências que
sugerem
que Sirhan Sirhan foi exatamente um desses assassinos
que haviam sido
criados. Eu li os diários de Sirhan, os diários que
mantinha até o momento que ele foi preso pelo
assassinato do senador
Robert Kennedy.
BR: Ele não tem nenhuma idéia do que aconteceu,
não
é?
PL: Ele não tem. Quero dizer, ele admite que fez
isso
porque ele imagina, sabem, que ele fez isso.
Quer dizer, se ele
foi preso por isso e estava lá, ele deve ter feito
isso. Mas ele não
tem memória disso. Os diários são extremamente
sugestivos de alguém
que passou pelo programa de modificação de
comportamento, algo como um
programa de
controle da mente. É uma coisa fascinante.
BR: Eu tenho um livro maravilhoso. Também tive a
experiência do que eu acho que você poderia chamar de
Biblioteca
Angélica
Internacional, de repente, um livro é colocado aos seus
pés quando você
está viajando. [Ri] Era um livro de Long John Nebel, que
foi o
anfitrião da rádio Art Bell daquela época, na década de
1950, que escreveu um livro surpreendente sobre o
Controle de Candy
Jones. Você deve estar familiarizado com isso.
PL: Sim, estou. Eu também sou fascinado por esse
conto e
acho que é genuíno. Foi atacado, naturalmente, por
outros
pesquisadores e autores que diziam que Long John Nebel
inventou isso
ou Candy Jones nunca passou por isso.
Mas se se realmente examinar como eu fiz, que é a
coisa
que eu
faço, é examinar e tentar documentar o que se passa.
Eu conheci Candy
Jones alguns anos antes dela morrer. Eu fui
entrevistado
por ela na rádio em Nova York.
E do meu ponto de vista, o que ela discute,
especialmente
as viagens dela na Ásia e em Taiwan, tem um tom de
verdade absoluta.
Quer
dizer, eu morei na Ásia por um longo tempo. Eu viajei
por esses países.
As coisas de que ela fala, eu acredito que realmente
ocorreram. Eu acho
que ela
não as inventou. Sou capaz de reconhecer os lugares de
que ela falou.
BR: Eu li o livro várias vezes e ele me tocou
muito, é muito
verdadeiro para mim.
PL: Sim. Não foi uma coisa sensacionalista que ela
estivesse
inventando. Eu realmente acredito que o que ela disse
que aconteceu
realmente aconteceu.
KC: Então, onde você está indo agora com isso? Porque
você
realmente não mantem o seu blog. Você tinha falado sobre
McCain como
uma possível vítima de controle mental e eu acho que há
uma grande
prova desse efeito. Eu estaria interessada em ouvir o
que você tem a
dizer sobre Obama. Não sei qual a sua situação atual. Os
Controladores,
eles sabem de você? Fizeram a sua vida difícil?
Porque você parece ser realmente um dos melhores
investigadores
juntando as peças desse quebra cabeça em um só lugar.
BR: O que isso significa para nós no início de
2009,
olhando para os próximos anos, e o que isso pode
significar para esse
país e o mundo?
PL: Sim. Estas são perguntas muito boas. Eu tirei um
tempo para obter um diploma de pós-graduação em
religião e na tese que escrevi, publicada como Stairway
to
Heaven (Escada para o Céu), que saiu há cerca de
um ano. Eu tenho
um outro livro
sobre a maçonaria que sairá em abril. Eu mantive minha
atenção em
tudo isso, mas eu venho fazendo um monte de trabalhos
do
tipo acadêmico, por um lado, e muito trabalho de
investigação, por
outro lado.
A situação política: A maneira como olho para isso
atualmente, como eu mencionei antes, é teatro. É
basicamente teatro.
Estamos
assistindo a uma peça sendo encenada na nossa frente e
nós somos
todos voluntária ou involuntariamente membros
da audiência nesta
peça de teatro.
Acho que não temos que acreditar muito no que vemos,
como
sendo “real”. É uma espécie de realidade de consenso.
Nós como que
concordamos com que certas coisas sejam reais e certas
coisas não sejam.
Sempre gosto de falar sobre a raiz da palavra realidade,
porque a palavra vem de uma raiz
indo-européia muito interessante que também nos dá realeza.
Dá-nos o que é real e o que é realeza.
Basicamente,
para mim, o que isso significa
é: "O que quer que o rei diga
que é real é real".
Em outras palavras, há uma espécie de acordo em que
nós
todos nos submetemos, uma espécie de acordo em que
aceitamos que certas
coisas são e outras coisas não são reais. Acho
que chegamos
ao ponto em que temos de revisitar o que chamamos de real.
Temos que
rever a realidade até certo ponto. Temos que chegar a
um novo
paradigma, uma nova maneira de encarar a realidade,
porque a velha
maneira de olhar para ela não está funcionando mais.
Somos muito facilmente manipulados. Nosso país tem
feito
uma ciência da manipulação da realidade, pelo menos na
Guerra da
Coréia, se não antes.
A ciências da comunicação, que está sendo ensinada
nas
universidades por todo o país, surgiu como resultado
da Segunda Guerra
Mundial e os estudos da guerra psicológica. Quer
dizer, os mesmos caras
que criaram a guerra psicológica, para usar durante a
guerra, foram os
caras que, no setor privado, desenvolveram programas
para o ensino de
publicidade, marketing e comunicação.
BR: Hum hum.
PL: Então, nós estamos realmente lutando com uma
guerra
psicológica dirigida para manipular a nossa realidade.
KC: Certo. Uma forma de propaganda e controle da mente
em
si, assim como a televisão se tornou, em certo sentido,
uma ferramenta
de
controle da mente.
PL: Em uma escala maciça e massiva. Eu costumava
viver,
como
já mencionei, na Ásia, e pegavamos a CNN lá. Eu não
quero destacar
a CNN em particular, para o opróbrio, mas eles são uma
espécie de uma
organização internacional de notícias e você pode
pegá-los, em canais a
cabo, em todo o mundo.
Houve um caso particular, quando eu estava em Kuala
Lumpur e
havia uma revolta num restaurante sendo
transmitida pela
CNN, na televisão. Estava sendo transmitida ao vivo.
Nós olhavamos para
a tela da
televisão e estavamos no local onde esta revolta
supostamente
acontecia. Não havia nenhum tumulto lá! [Kerry
ri]
Assistíamos a televisão e olhávamos uns para os
outros.
Nós estamos olhando para a tela e nós dizíamos: O
que é isto?
Acontece que haviam três ou quatro pessoas em um
canto,
em
algum lugar, e uma câmera as focalizava. A maneira
como apareceu,
parecia como se houvessem todas essas pessoas
irritadas realmente se
revoltando.
Eu recebia telefonemas de amigos meus dizendo: Vá
embora!
Saia daí! Há uma revolta em curso. Podemos ver
isso na
televisão. Estavamos todos sentados no
restaurante dizendo: "Bom,
onde
está
o motim?"
Sabem, não havia tumulto. Quero dizer, eram,
essencialmente,
notícias fabricadas. Se isso aconteceu daquela
ocasião, quantas vezes
mais isso aconteceu? Quanto da nossa
notícia está sendo manipulada ou controlada ou criada,
sabem, enquanto
nós a vemos?
KC: Certo, mas como um pesquisador que se
aprofundou nisso tanto quanto fizeste, você deve ser
capaz de olhar
para o
futuro e chegar a algumas conclusões e/ou pensar em
certas trilhas
investigativas que possam ser desconsideradas.
Estou curiosa: Você acha que, por exemplo, existem
agentes
adormecidos? Porque, sabes, continuamos tendo
estes incidentes
acontecendo e eles parecem ser evidências de operações
de controle da
mente, onde você tem crianças na escola, de repente,
pirando e assim
por diante. Para onde tudo isso leva?
PL: Bom, se caracterizarmos os agentes dessa loucura
como
seres
humanos individuais, poderíamos estar desconsiderando
algo mais sombrio
e profundo. Eu acredito que existem agentes
individuais, é claro, e é
isso que eu investigo. É sobre isso que escrevo. É
onde as evidências
me levam.
Mas às vezes eu acho que há algo mais agindo aqui.
Eu
acho que há uma espécie de nível de consciência que
também está criando
isso
para nós e que nós somos vítimas disso porque não
aprendemos a lutar. Nós não aprendemos a tomar o
controle de nossa
própria consciência. Estamos essencialmente permitindo
que outros façam
isso por nós.
Eu acho que temos um tipo de responsabilidade,
talvez
agora mais do que nunca, porque a informação de lutar
para assumir o
controle de nossas próprias mentes e
tomar de volta o controle de nossa própria consciência
está disponível
para nós; o tentar
nos desprogramar, se me permite, ao contrário do que
estamos sendo
alimentados numa base quase histérica.
Quero dizer, as coisas têm evoluído para um ponto
onde a
paranóia, o medo, a ansiedade, os níveis de estresse
têm aumentado de
forma exponencial, é como se alguém quizesse
que tenhamos esse
colapso nervoso coletivo. Temos que tomar uma posição
e lutar contra
isso.
Eu acho que se minha pesquisa não mostrou muito
mais,
pelo menos
mostrou que os seres humanos que estão envolvidos
nisso muitas vezes,
eles mesmos,
não o entendem tão bem. Eu estou falando sobre a CIA.
Eu não acho que as pessoas que gerenciaram MKULTRA
realmente
entenderam completamente as ramificações do que eles
estavam
fazendo. Eles tinham um foco muito estreito. Eles
queriam criar
assassinos contestáveis, por exemplo, e esse era o
foco deles. Eles não
perceberam as outras forças que estavam desencadeando
naquele momento.
Acho que exitem caminhos, hão caminhos xamânicos,
hão
caminhos no oculto que podem ser realmente benéficos
para nós, para
investigar e entender como fomos manipulados, como a
nossa
consciência foi manipulada, a nossa própria realidade
foi
manipulada . Acho que temos uma chance porque há uma
grande quantidade
de informação disponível.
Mas estamos caminhando para um impasse muito
perigoso, um
lugar muito perigoso. Eu concordo. Mas eu acho que nós
não percebemos
quanto poder temos como seres humanos, ou como
pequenos grupos de seres humanos, para combater essa
loucura. Acho que podemos retomar nossas
mentes e vidas
dessas forças, destas forças sinistras.
BR: Você é capaz de dizer qualquer coisa, que
você
sente,
sobre o papel do Vaticano?
PL: Ah... [Ri] Quanto tempo você tem?
BR: Você sabe sobre o trabalho de Eric Phelps e
do
grande
corpo de pesquisa que, entre muitos outros, ele
representa. Eu só
queria
saber se você poderia colocar um pouco desses assuntos
juntos outra vez
para o benefício dos nossos ouvintes que gostariam de
saber o máximo do
resumo do quadro geral que você é capaz de apresentar
aqui.
PL: Certo. Eu cresci como um católico romano. Eu
nasci em
uma família católica, nos dias do pré-Vaticano II.
Quando o Concílio
do Vaticano II aconteceu, eu fique um pouco
desapontado. Eu não gostei
de
todas, sabem, as guitarras tocando nas missas que
estavam ocorrendo e
todas essas
coisas. Eu me senti, de alguma forma, um pouco
enganado no mistério.
Mas, então, quano comecei a pesquisar as informações
nazistas, isso foi quando a Primeira Fase do meu
desencanto ou
des-escarecimento, ou o que você quiser chamá-lo,
aconteceu.
Esse foi o entendimento do grau em que elementos
dentro
do
Vaticano ajudaram criminosos de guerra com passados
horríveis a escaparem, como eles os protegeram em
casas seguras por
toda a
Europa e na América Latina, como eles lhes deram
passaportes do
Vaticano,
como tivemos o espetáculo dos criminosos de guerra
nazistas vestidos
como padres entrando na Argentina, no Brasil, num
caso,
realizar uma cerimônia de casamento como um padre.
Quer dizer, eu não posso nem imaginar o que essa
pobre família teria sentido, se eles tivessem sabido
que era um homem
responsável pela morte de centenas, senão milhares de
pessoas, que
abençoava a união como um falso padre. Então, tudo
isso começou a...
essa foi a Primeira Fase.
A Fase Dois foi perceber que, o que nos foi
dito
sobre o
próprio cristianismo, em particular, sobre a Igreja
Católica, baseia-se
em tanta desinformação e tanta manipulação da história
e de fatos
históricos que nós realmente não sabemos mais o que a
Igreja Católica
é,
ou o que sempre foi. Nós não sabemos o que está
acontecendo lá.
Quer dizer, os escândalos do Vaticano... Os
escândalos
maçônicos, o Propaganda Due, só o escândalo maçônico
da loja P2
deveria ter
alertado as pessoas para o grau de traição e cobiça
que acontecia
dentro do Vaticano.
Quero dizer, nós tivemos Licio Gelli, Roberto Calvi,
todos
estes personagens que estiveram grandemente envolvidos
com o Vaticano e
ao
mesmo tempo financiavam esquadrões de terror da
direita,
esquadrões da morte na Europa, na América Latina,
trabalhando com
Francisco Franco - o ditador de Espanha por tantos
anos - fortemente
envolvido com as organizações e operações fascistas.
Foi embrutecedor, na medida em que isto acontecia.
Então, tenho muita dificuldade. Sabem, eu estou grato
por ser um
católico muito relapso. Quero continuar desse jeito.
Eu não
posso acreditar que iria aos Bispos, aos Arcebispos da
Igreja
Católica e aceitar a orientação espiritual de pessoas
cuja própria
moral e ética eu tenho que questionar quase
diariamente.
KC: Bom, aparentemente, também há uma ligação entre o
Vaticano, os
Illuminati e o governo dos EUA. Você pode falar um pouco
sobre
isso? Porque quando você está falando sobre a influência
nazista na América e, também, sobre os Controladores no
Projeto
Paperclip, o Fundamento do Programa Espacial e
todos os níveis em
que o Vaticano está envolvido... Pelo que eu entendo o
serviço
secreto do vaticano foi, basicamente, o modelo no qual
os serviços
secretos de
todo o mundo se inspiraram.
PL: Sim, com certeza. Na verdade, até mesmo o SS...
os
nazistas seguiram os jesuítas. Quero dizer, Himmler
queria criar uma
Ordem dos Jesuítas para ele e era isso que a SS era;
por isso, os
uniformes negros, os rituais nas igrejas, os rituais à
noite na
floresta e todas essas outras coisas. Era uma espécie
de Ordem
dos Jesuítas pagã o que Himmler estava tentando criar.
Quero dizer, as pessoas podem não ter gostado ou
mesmo
odiado a
Igreja Católica ou o Vaticano, mas havia tanto nela
que queriam
imitar, que queriam duplicar. Mas o problema é que
temos tantas
informações para discutir que levariam horas para
chegar a isso.
Mencionarei um ou dois pontos que será suficiente para
assustá-los e
provavelmente...
Eu acho que para começar o lugar para se procurar,
se se
quiser
ver a conexão entre o Vaticano, os nazistas e, até
mesmo, os
Illuminati,
seriam os Cavaleiros de Malta e algumas das outras
ordens de cavalaria
que o Vaticano mantém e suporta.
Não vou nem entrar no Opus Dei, que é uma outra
história
em si. Quero dizer, falamos de um homem
que criou a ordem e que tinha sentimentos pró-fascista
e franquista.
Quer dizer, não hão dúvidas sobre isso. Como ele
poderia ser
canonizado é
absolutamente inexplicável.
Mas, enfim, olhe para os Cavaleiros de Malta. Olhe
para
a ligação entre os dirigentes da CIA, muitos dos quais
eram católicos
romanos, membros dos Cavaleiros de Malta ou membros de
uma das
outras ordens de cavalaria no Vaticano.
Quando eu crescia no Bronx em 1960, eu vi com meus
próprios olhos a influência que as igrejas tinham com
as agências de
inteligência e as agências de inteligência com as
igrejas. Quer dizer,
eu testemunhei isso como um jovem de 18 - 19 anos,
trabalhando numa
igreja no Bronx, que estava fortemente envolvida com
as operações de
inteligência, que era na verdade uma fachada para as
operações de
inteligência.
Isso nos traz de volta a David Ferrie e Jack Martin
e
os
assassinatos dos Kennedys, porque eu conheci os Bispos
que ordenaram e
consagraram David Ferrie, Jack Martin, todas essas
figuras periféricas
que se viu no filme JFK, sabem, sendo
protagonizado por Joe
Pesche, sendo protagonizado por Walter Matthau, eu
acho.
Estas eram pessoas que estavam fortemente envolvidas
com
a
igreja. Eles também estavam envolvidos em atividades
de inteligência.
Eles também estavam envolvidos em atividades
anti-castrista, em Cuba, e
considerava-se estarem envolvidos, de alguma maneira,
forma ou jeito,
com o
assassinato de um presidente em Dallas.
Assim, a ligação entre as organizações religiosas e
organizações de inteligência é grande. É muito espessa
sabem.
Como eu disse, eu vi com meus próprios olhos. Eu
conhecia a
igreja a que Ferrie e Martin pertenciam em 1968,
quando Jim Garrison
começava a desenvolver a investigação sobre o
assassinato de
Kennedy. David Ferrie morreu misteriosamente, mas ele
era um sacerdote
e um bispo numa dessas igrejas. Então...
KC: Você também não entra, talvez, no que está
acontecendo
com a agenda, em termos de como isso se desenvolve? Por
exemplo, a
economia
do mundo indo ladeira abaixo e o desejo de um Governo
Mundial Único. Como existem certos problemas que estão
sendo criados para que uma
determinada solução possa ser aceita, como,
possivelmente, você conheça
o trabalho de
David Icke nessa área?
Então o que estou querendo saber é, se você segue esses
acontecimentos? Obviamente, se vê a economia
desmoronando na América e
ao
redor do mundo. Hão sacrifícios, sacrifícios de sangue.
Algumas destas
coisas, ou talvez até todos elas, são realmente planejadas
como
alguns
tipos de sacrifícios para estas entidades ocultas, das
trevas, a fim de
fazerem certas coisas acontecerem neste planeta.
PL: Bom, se não caracterizarmos a situação econômica
como uma situação puramente econômica, penso que
podemos ver mais
claramente o que está acontecendo. Em uma época
anterior, isto poderia
ser um grande conflito militar. Poderia ser uma
terceira guerra
mundial ou uma quarta guerra mundial ou algo assim.
Agora estamos lutando essa mesma guerra, mas nós
estamos
usando a economia para fazê-lo. Esta é uma abordagem
diferente para o
mesmo tipo de controle geral que está sendo exercido
sobre o mundo.
Quero dizer, o mundo inteiro não pode ir à falência.
O
dinheiro está em algum lugar. Essa é a coisa
engraçada. A parte
humorística da coisa, se se quiser ser engraçado sobre
isso... esse
fato, sabem, nós pensamos que toda a economia mundial
está desabando.
Mas, basicamente, o que acontece, especialmente com o
capitalismo, é alguém fica rico e alguém fica pobre.
Então, quem está
ficando rico?
Durante Watergate nos disseram para seguir o
dinheiro. Acho que se seguirmos o dinheiro hoje,
podemos descobrir quem está
fazendo o quê a quem. Podemos descobrir quem está
realmente fazendo
esse tipo de controle.
Eu estive olhando para isso. Eu tenho tentado.
Seguir o
dinheiro na economia de hoje é extremamente difícil de
se fazer. Acho
que até os membros do Congresso estão encontrando-se
totalmente
incapazes de,
até mesmo, explicar o que está acontecendo. Alguns
deles não são
capazes. Alguns deles não estão, estritamente,
desejosos de o fazer.
Mas se nós pudermos seguir o dinheiro, se pudermos
começar a seguir o caminho do dinheiro ao longo dos
últimos 12 a 18
meses,
provavelmente poderemos descobrir quem está por trás
desta coisa.
Para mim, tem sido muito difícil de o fazer, embora
eu
esteja
tentando fazê-lo. Acho que a resposta está lá fora. Eu
acho que, como
Fox Mulder costumava dizer: "A verdade está lá
fora". Mas temos
de olhar
para as provas e as provas estão aí. É só que é muito
difícil de
descobrir.
Se estamos falando sobre a manipulação da economia
mundial, é porque estamos sendo preparados para algo
mais.
Obviamente, há uma agenda. Não é estritamente para
fazer algumas
pessoas ricas, em detrimento de outras. Isso tem
acontecido sempre.
Nós não precisamos de um colapso na economia mundial
para isso.
Portanto, se um colapso está sendo projetado na
economia
mundial, é a criação de uma circunstância ou um
conjunto de
circunstâncias propícias para outra fase da ação que
não tem nada a ver
com a economia. Como você disse, pode ser um Governo
Mundial Único -
possivelmente. Pode ser algo mais hediondo do que
isso.
Um colapso da economia pode ser uma maneira de
manter em
vigor os tipos de controles que foram colocados em
nosso governo
durante os últimos oito anos. Pode ser uma forma de
equacionar qualquer
tipo de mudança que pensávamos que tinhamos escolhido
- pelo menos
alguns de
nós. Então, pode haver uma conspiração para...
Como o 11 de setembro foi, essencialmente, o
Incêndio do
Reichstag que
deu total controle ao presidente governante, em termos
do Lei Patriota
e tudo o mais, o colapso na economia é essencialmente
um outro 11/09 e
vai dar ao governo poderes adicionais que nunca teve.
BR: É apenas outro tipo de demolição controlada.
PL: É outro tipo de demolição controlada. É uma...
qual é
a
palavra que eu estou procurando... uma consolidação de
tudo isso.
Se considerarmos o Patriot Act (Lei Patriota) e
algumas
das outras coisas que
aconteceram - os grampos telefônicos, as coisas
ilegais que estão
acontecendo - e agora juntamos isso com o controle do
governo sobre os
bancos e as corporações, sabem, nós temos o fascismo.
Algumas pessoas falam na criação de socialismo
ou comunismo aqui, mas o fascismo também é um
casamento entre o Estado
e a corporação. Não é só do socialismo de que estamos
falando.
A única coisa de que ninguém quer falar é do fato de
que estamos sendo arrastados cada vez mais e mais
próximos ao fascismo nos
últimos 40 ou 50 anos. Isso me assusta, acredite ou
não, mais do que
o socialismo ou mesmo o comunismo. O que me assusta
mais é uma
espécie de fascismo, um estilo americano de fascismo.
KC: Bom, quero dizer, essa é a premissa do livro de Jim
Marrs, como você sabe.
PL: Sim.
KC: E é basicamente um fato consumado na mente
de
muitos,
até mesmo nos bastidores, com Richard Hoagland e a
investigação sobre
a NASA e o simbolismo lá e o histórico Paperclip
por trás
disso, sabes, o
programa espacial. Assim, a agenda parece ter sido uma
espécie de
fascismo que surgiu na Segunda Guerra Mundial e hoje
está sendo
continuado.
Mas, para onde é que isso vai? Uma vez que eles tenham
controle total,
então o quê? Você sabe, do jeito que está é quase como
se eles já
tivessem o controle total. Se pergunta: O que acontecerá
agora?
A única coisa que descobrimos até agora, em nosso
estudo
deste mistério, é a idéia de eliminação da população. Em
outras
palavras, eles querem eliminar grandes segmentos da
população. Eles não
foram capazes de fazê-lo com outros meios, com vírus e
assim por
diante.
Em outras palavras, esse controle de que você fala tem
que levar a alguma coisa, porque o controle é
algo que eles, em
certo
sentido, sempre tiveram. Mas eles o estão apertando e
como você diz,
eles
o estão consolidando. Assim, qual o propósito que eles
tem em mente?
PL: Bom, isso é outra boa pergunta e é algo que
também,
provavelmente, levaria muito tempo para tentar
analisar. Acho que
"The Powers That Be (Os Controladores)" ainda não
estão 100% felizes.
Eles realmente não
sentem que têm o tipo de controle que eles gostariam
de ter.
Parte da razão para isso é a explosão de tecnologia,
que
parece estar ficando fora de controle. Você
talvez não
perceba isso tanto neste país como perceberia no
exterior, onde esse
tipo de
tecnologia, a Internet em particular, deu ao povão uma
voz que nunca
tiveram antes.
Assim, os governos nessas partes do mundo,
especialmente
nos
países em desenvolvimento, estão se esforçando muito
para controlar à
tecnologia e
o acesso as informações.
Nesse momento falamos na internet e isso estará
disponível na internet, para que as pessoas que o
queiram o possam
ouvir.
Mas este tipo de controle, eventualmente e
provavelmente, terá de ser
expandido para o que estamos fazendo na internet, na
livre
troca de informações.
Eu acho que já começou e acho que vai continuar até
que
haja controle sobre as informações. E uma vez que se
controle as
informações, se controla a realidade. Você controla a
consciência. Uma vez que os operadores independentes
se forem, uma vez
que sejam encerrados, haverá apenas o grupo que
sobrar.
BR: Isso foi em 1984, não foi?
PL: Bom, é de 1984. Algumas pessoas ouvindo
isso
dirão a si mesmas: "Sabes, essas são as pessoas
chapéu de alumínio".
Você
sabe, os chapéus de papel alumínio. Estamos todos
preocupados com
vastas conspirações assumindo o controle.
Eu quero lhe dizer uma coisa, para os ouvintes que
talvez
pensem às vezes que isso está errado. Eu
tive uma certa
amizade com um homem chamado Norman Mailer, um autor
famoso, um dos
autores
romancistas e jornalistas mais famoso da América e que
faleceu recentemente - um homem que eu admirava muito.
Ele teve a
gentileza de elogiar o meu trabalho e escrever um
prefácio para Unholy
Alliance
(Aliança Profana).
Ele falou para mim sobre o fato de que a América ia
em
direção ao fascismo. Muitas pessoas do mesmo ambiente
social, outros autores, alguns autores vencedores do
prêmio Pulitzer,
as
pessoas que são consideradas como grandes pensadores,
grandes membros
da Intelligensia, todos disseram a mesma coisa
para mim, na
minha cara, que estamos caminhando para o fascismo,
que a
América...
De acordo com Norman Mailer, alguns anos atrás,
ele disse que a América estava no que ele chamou de
uma condição
pré-fascista, mas que íamos inexoravelmente em direção
ao
fascismo. Outros autores, desde então, disseram a
mesma coisa.
Então isso não é algo que só um punhado de pessoas
na
periferia
absoluta estão sentindo. Estas coisas são sentidas em
outros
níveis por outras pessoas que não estão envolvidos
neste tipo de
investigação, pessoas que não estão fazendo esse tipo
de pesquisa,
pessoas que acabaram de abrir os olhos e que olharam
ao redor e
disseram: "Meu Deus, é isso que está acontecendo.
Estamos nos
tornando um
país fascista".
BR: Uma das coisas que às vezes confunde as
pessoas,
como
você deve estar bem ciente, é a idéia que de alguma
forma há um
espectro com o socialismo da esquerda e o fascismo da
direita e os
dois são muito diferentes. Na verdade, eles se encontram
no meio, uma
espécie de circuito fechado em uma espécie de círculo,
um vai para a
esquerda e um vai para a direita. Socialismo e fascismo
extremos
são realmente muito semelhantes.
PL: Esse é o ponto que eu ia chegar. Para ter
fascismo ou
socialismo, você tem que ter uma união entre o Estado
e
as empresas. Quero dizer, assim é que é feito.
Ou o governo é dono dos meios de produção como
acontece
num país socialista ou comunista, ou o Estado e as
empresas têm uma
relação de trabalho, um bom relacionamento de
trabalho, como Eisenhower
nos advertiu quando ele deixou o cargo. Ele falou
sobre o
complexo industrial/militar e como ele estava com medo
do que estava
acontecendo. Isso é fascismo.
Então, a pessoa média se importa se ou não o governo
é
dono dos meios de produção ou o governo, o Estado e as
corporações
estão juntos na cama? Será que isso realmente importa
para nós?
Vai ter o mesmo efeito. Nós ainda iremos ser
controlados. A nossa economia será controlada. Nossas
liberdades serão
drasticamente reduzidas. Assim, no final, que
diferença isso faz?
Eu falei muito com as pessoas sobre 11/09/2001.
Houveram,
é claro,
muitas discussões sobre o 11/09/2001. Eu sempre disse
que era como o
incêndio
do Reichstag. Foi o que aconteceu na Alemanha. Como
Hitler assumiu o
controle total do governo queimando o Reichstag e ele
culpou os
comunistas por isso.
O que concluo é - nos importamos realmente com quem
incendiou o
Reichstag neste momento? Tudo o que realmente importa
é o fato de que
isso levou Hitler ao poder.
Portanto, no nosso caso, o que 11/09/2001 fez? Ele
empurrou
todos esses ataques hediondos a nossa liberdade e
privacidade.
Ele nos jogou direto nisso. Ele tornou isso aceitável.
Foi o
que aconteceu. Esse foi o efeito real de tudo isso.
Podemos falar de 11/09/2001 - por exemplo, podemos
falar
de
conspirações. Mas não vamos perder de vista o fato de
que o que
aconteceu, o efeito do mesmo, foi que perdemos mais
liberdade, perdemos
mais privacidade.
KC: Certo. Então isso leva de volta à agenda global.
PL: Sim.
KC: Não é uma teoria da conspiração. É um fato da
conspiração quando se olha para todas as provas. O que
está
acontecendo é que essa agenda especial está sendo
articulada.
E, claro, é muito encorajador que você fale sobre como
a
consciência e o papel da consciência foi saindo das mãos
do povo em MKULTRA, tal que pessoas como
Gottlieb, que foi
certamente um
dos cérebros por trás de tudo isso, vai viver na
Índia, à procura de algum caminho espiritual, penso eu,
para amenizar a
responsabilidade que ele... Você sabe, é basicamente
como andar em uma
espécie de inferno, tenho certeza, estando dentro da
cabeça desse
cara.
Assim, em essência, tudo isso acontece no microcosmo em
todo o mundo, não apenas na América, porque eu vejo isso
em muitos
países. Na verdade, a Inglaterra tem o melhor sistema de
vigilância nas
ruas, câmeras, etc. Então o que está acontecendo é, que
de alguma
forma, isso
parece estar se manifestando nos Estados Unidos de um
modo
mais evidente. Mas de uma forma dissimulada, isso
realmente existiu em
países pequenos, com déspotas que foram financiadas pela
CIA, e depois
em todo o mundo, manipulando os governos por atrás de
países como a
Suíça e
assim por diante.
PL: Bom, quero dizer, o que é muito divertido para
mim,
de uma forma sarcástica, é o fato de que nos Estados
Unidos se se falar de conspirações, se é
ridicularizado. Atiram em você. É
considerado, você sabe, uma fantasia paranóica.
E, no entanto, reconhecemos sem hesitação o fato de
que
conspirações como estas existem em qualquer outro país
do planeta.
Certo? Então, quando Benazir Bhutto, a ex-premiê do
Paquistão, foi
morta a tiros no ano passado no Paquistão, todos
disseram, é claro que
foi uma conspiração. Haviam elementos da polícia
secreta paquistanesa
envolvidos. A Al Qaeda podia estar envolvida, ou o
Taleban, ou quem
sabe o
quê. Mas automaticamente isso foi uma
conspiração.
No entanto, de acordo com a maioria dos
historiadores,
nem
uma única pessoa assassinada neste país jamais foi
assassinada por uma
conspiração! [Ri] Não há conspiração. Nada
disso existe aqui.
Siga em frente. Certo? Nós temos esta idéia de alguma
forma que os
EUA está imune a esses eventos.
Ainda assim, derrubamos ditadores em países
estrangeiros.
Nós derrubamos e cometemos assassinatos na Guatemala,
no Irã, na época
do Xá. Nós derrubamos o governo de Allende no Chile.
Colocamos
Pinochet no poder. Fazemos todas essas coisas de uma
forma
regular e fizemos isso durante anos, anos e anos.
Ainda assim, não
acontece dentro dos Estados Unidos. Por quê? Por que é
tão
impossível de acreditar?
KC: Certo. Penso, embora hoje em dia, é muito mais
fácil conseguir que as pessoas, não acreditem tanto, mas
realmente compreendam as raízes da conspiração. Desde a
morte de
Kennedy acho que os olhos da América foram lentamente
abertos sobre
isso, pelo menos para muitos. Embora, certamente,
11/09/2001 ainda não
se consegue que as pessoa possam aceitar a possibilidade
de que ocorreu
uma
conspiração.
Assim, acho que completamos o círculo com você.
De alguma forma, passamos por alguns temas aqui que são
apenas... as
raízes estão em toda parte. As conspirações, se
quiseres, estão
por toda parte.
É muito gratificante saber que você está atrás do
volante,
investigando, documentando tudo isso e unindo tantos
pontos. Eu
encorajo as pessoas a seguirem o seu
trabalho. Eu certamente quero ler muito mais do que você
escreveu.
PL: Onde eu vou agora? Eu ainda estou no meio de
tudo
isso,
sabem? Eu ainda estou no meio da pesquisa. Eu não sei
do que se
tratará o meu próximo
livro.
Como eu havia dito, tenho um livro sobre os maçons
saindo
em abril, que é uma espécie de exame da ligação entre
a
sociedade maçônica e os Mórmons, e algo sobre o
ocultismo que estava
ocorrendo em nosso país antes, durante e após a
Revolução, a Revolução
Americana. Então eu investigo as conexões que
ocorreram.
É uma espécie de um exame geral da Maçonaria. Eu não
sou
um
maçom, é claro. O livro sai em abril.
Stairway to Heaven (Escada para o Céu) foi
realmente mais sobre a Cabala, a
alquimia chinesa e esse tipo de coisa, um livro muito
espiritualmente
orientado tentando compreender algumas das implicações
de alguns dos
escritos antigos.
Então, de onde eu vou daqui? Eu constantemente
coleto informações. Estou constantemente construindo
arquivos de
dados, tentando ver mais ligações e tenho certeza que
terei algo
assim para compartilhar com vocês em breve.
KC: Isso é fabuloso. Uma coisa que eu quero perguntar a
você, o livro que você falava que investigou o ocultismo
muito
profundamente...
PL: Eu estava envolvido com isso. É. O
Necronomicon.
Claro
que sim. Quer dizer, não fazia segredo disso. Já fiz
algumas
entrevistas com base nisso. Esse foi um trabalho
oculto que, acho
que hoje é um dos textos críticos, provavelmente, de
meados do século
20 sobre o ocultismo. Tem sido insultado por muita
gente. As
pessoas dizem que é uma farsa. Outras pessoas dizem
que é um livro
muito terrível, ou é um tema muito forte.
Vejo isso como a sobrevivência de uma velha prática
ocultista do Oriente Médio, que envolveu um processo
de iniciação,
passando por uma série de "portões", ganhando mais e
mais iluminação e
ou esclarecimento em cada momento, a cada passagem
pelo "portão". É um
livro
interessante e os eventos em torno dele também foram
interessantes.
KC: Nós vamos ter que rever isso com você porque eu
também
sou
fascinada por isso.
PL: Claro.
KC: Bom, obrigado, Peter. Isto foi fascinante. Nós dois
estamos realmente muito interessados no que você fará no
futuro, bem
como conhecer mais o seu trabalho após essa conversa.
Obrigado por
tirar um tempo hoje para falar conosco.
PL: Foi um prazer. Muito obrigado.
Clique aqui para
ouvir a entrevista
em áudio, em inglês