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Peter Levenda:

Transcrição da Entrevista

Esta página é uma reformatação da versão original publicada no Projeto Camelot


Peter Levenda: Forças Sinistras

Entrevista em áudio, fevereiro de 2009



Início da Entrevista

Kerry Cassidy (KC): Somos Kerry Cassidy e Bill Ryan e nós somos do Projeto Camelot. Estamos aqui numa quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009, e estamos com Peter Levenda. Ele é um investigador e um autor maravilhoso. Ele é muito conhecido pelo livro Sinister Forces (Forças Sinistras) que, aparentemente, é uma série de três livros. Também pelo livro anterior chamado Unholy Alliance (Aliança Profana), mergulhando na históra dos nazistas.

Peter, eu quero dizer: "Olá". Muito obrigado por nos conceder uma entrevista hoje. Eu tenho que dizer que estou bastante impressionada com seu estilo de escrita, assim como sua honestidade como um pesquisador, o modo como você escreve. Você realmente me faz lembrar um pouco Richard Dolan e eu acho que você sabe quem ele é porque você o cita algumas vezes em seu trabalho.

Peter Levenda (PL): Certamente. E obrigado, muito obrigado pela introdução. Estou muito feliz por fazer parte disto.

KC: Ótimo. Então o que nós gostaríamos de fazer é dar ao ouvinte, basicamente, um histórico de onde você vem, como você chegou a esse material, porque eu acho que é realmente importante - o fato de que ele se enquadra muito no que Richard Hoagland, Jim Marrs, Joseph Farrell e outros estão investigando, mas pode até ter pré-datado alguns dos trabalhos e realizações deles nessa área.

Nós estamos falando sobre como os nazistas, como o controle da mente e como... a direção em que os Estados Unidos vão, por quê podemos estar indo em uma determinada direção e qual é o significado básico oculto de tudo isso. Eu acho que o seu histórico é, realmente, apenas estelar nesta matéria. Então por favor, diga-nos de onde você vêm e para onde vais com tudo isso.

PL: Certo, vou tentar. Eu tentei, na década de 1970, durante a era Watergate, escrever um livro que exploraria a relação entre a religião e a política, que é uma ligação que sempre me fascinou. Temos a tendência, nos Estados Unidos, a considerá-las como duas entidades separadas.

Mas durante o caso Watergate, comecei a ver que muitas das mesmas personalidades surgindo as tínhamos encontrado durante, ah, os assassinatos dos Kennedys e etcetera, e comecei a ver paralelos mais profundos.

Então, houve um livro que saiu em 1960, muito antes de Watergate, chamado The Morning of the Magicians (O Despertar dos Mágicos). Foi escrito por dois franceses, Pauwels e Bergier, e falava muito sobre uma conexão nazi/oculta, mas não era documentado. Pensei: "Isso daria uma grande capítulo [Kerry ri] no livro que eu planejava. Deixe-me escrever algo sobre os nazistas e a religião, ou os nazistas e o ocultismo ou o misticismo".

Fui ao Arquivo Nacional em Washington, DC. Isso foi no auge do caso Watergate. Nixon ainda estava no poder. Ele estava prestes a sair. Foi um mês ou dois antes dele sair, assim havia uma grande agitação em Washington.

Mas, desatento a isso, em certo sentido, eu estava no Arquivo Nacional olhando documentos alemães apreendidos. Quando eu estava no Arquivo Nacional, o arquivista, um arquivista muito famoso - qualquer um que estudou os nazistas nos anos 70 e 80 conheceria o Dr. Wolfe - quando ele descobriu o que eu estava tentando fazer ele sugeriu que eu olhasse o registro de uma organização chamada Ahnenerbe SS, que, na verdade, era uma divisão da SS que estava especificamente preocupada com ocultismo e pesquisa mística. Eu fiquei estupefato.

Ele me levou aos rolos de microfilmes. Comecei a ver os slides. Então eu percebi - meu queixo caiu - eu olhava a documentação real de um programa nazista completo para investigar ocultismo.

Outros autores haviam falado sobre uma conexão nazi-oculta. O livro, O Despertar dos Mágicos, fala muito sobre isso, mas não havia nenhuma documentação. Alguns dos outros livros que saíram naquela época, por exemplo, The Spear of Destiny (A Lança do Destino), e alguns dos outros, falavam muito sobre isso, mas não havia nenhuma documentação.

Então, parecia especulação até que, de repente, eu estou olhando para todos os documentos - página após página após página de pesquisa no Tibete, expedições ao Tibete. Houve uma pesquisa para encontrar o Santo Graal. Houveram todos os tipos de programas bizarros da SS que eram financiados totalmente pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Então, isso me fez pensar que talvez haja uma grande quantidade de documentação em todo o mundo. Talvez se possa encontrar evidências de tudo isso sem se ter que especular demais. Assim, a documentação nazista me deixou muito animado.

Nessa época, eu vivia em Nova York. Eu sou de Nova York. Eu estava conversando com um monte de amigos meus que tinham raízes na América Latina e na América do Sul. Eu li um livro de Ladislas Farago chamado Aftermath (Consequência), que é sobre a sobrevivência dos criminosos de guerra, criminosos de guerra nazista, na América do Sul.

Me deparei com a menção de um estabelecimento estranho no Chile chamado Colônia Dignidade a Colônia da Justiça. Isso era suposto ser uma espécie de lugar nazista seguro, que também era um estranho grupo religioso, no alto da Cordilheira dos Andes. Eu pensei: Isso é bom demais para se deixar passar.

Então, eu não apenas tenho a documentação da Segunda Guerra Mundial, mas, agora, eu tenho um santuário vivo real nazista na América do Sul que também é uma operação religiosa, que é exatamente o que eu estava escrevendo.

Então eu decidi ir para ao Chile - isso foi em 1979 - e ver este lugar por mim mesmo. Isso foi durante o tempo da ditadura de Pinochet. Havia a lei marcial no país, mas eu consegui chegar até uma pequena cidade a meio caminho da costa do Chile chamada Parral. Próximo a esta pequena cidade está a colônia, a Colônia Dignidade.

Eu consegui ir até lá. A história é contada em detalhes no meu livro, Unholy Alliance (Aliança Profana). Porém, eu consegui ir lá em uma manhã de domingo de junho de 1979, fui detido. Me mantiveram lá. Eu estava proibido de sair. Meu passaporte foi tirado. O filme foi tirado de minha câmera.

Foi-me dito pelos alemães - Eles eram alemães. Eles não eram chilenos. Eles não eram espanhóis - foi-me dito pelos alemães que eu não era bem-vindo ao país, que eu tinha que sair do Chile imediatamente.

Quando fui autorizado a sair, o que foi muito incerto e crítico por um tempo, durante todo o caminho de volta para Santiago, para a capital, onde estava o meu hotel, eu fui parado no caminho. Eu estava em um ônibus e era parado ao longo do caminho pelas tropas que tinham montado barricadas, que estavam se certificando de que eu estava naquele ônibus. Quando voltei ao meu quarto de hotel, havia um bilhete me esperando que dizia que eu tinha passagem para o próximo voo, que a reserva havia sido feita.

Assim, a quantidade de influência que a rede nazista em 1979... 1979 foi depois de tantos anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, sabem. Estamos falando de 25 anos depois. Eles ainda tinham grande influência em um país tão distante como o Chile, eu comecei a ver que havia muito mais acontecendo do que eu suspeitava. Isso acabou se tornando o livro Unholy Alliance.

Comecei a ver as conexões entre os governos da Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, uma extensa rede nazista, um monte de dinheiro que havia deixado o Terceiro Reich, quando os nazistas perderam a guerra.

Comecei a perceber que o partido nazista não era um partido político da maneira como entendemos os partidos políticos, mas que o Partido Nazista era uma seita. Se você olhar para ele a partir desse ponto de vista, você pode compreender a verdadeira natureza deste tipo de mal, porque o Partido Nazista é... eles não vão desaparecer, simplesmente porque eles perderam a guerra.

Os velhos criminosos de guerra que escaparam - e alguns deles ainda estão vivos. Alguns deles morreram recentemente na América do Sul, no Chile e na Argentina. Eles têm seguidores. Eles têm a filosofia, a ideologia.

Bill Ryan (BR): Perdoe-me por interrompê-lo, Peter.

PL: Claro.

BR: Mas parece estar implícito do que você está dizendo, então eles têm apoio de dentro dos governos desses países sul-americanos.

PL: Sim, com certeza. Quer dizer, depende de qual regime que está no poder a qualquer momento. Mas vamos dar o exemplo da Bolívia. Klaus Barbie, que foi o "Carniceiro de Lyon", na França, que foi o homem responsável por todos os tipos de crimes de guerra na França, naquela época, ele tornou-se o chefe da polícia secreta da Bolívia. Quero dizer, ele tinha uma posição federal nomeada naquele governo.

Walter Rauff viveu por muito tempo no Chile. Walter Rauff foi o homem que desenhou as câmaras móveis de gás, as vans que foram usadas com o escapamento colocado dentro das vans para matar os prisioneiros.

Quero dizer, todas essas pessoas encontraram um refúgio seguro, não só na América do Sul, mas também no Oriente Médio, na Ásia e, em certa medida, na Austrália.

KC: E, também, nos Estados Unidos.

PL: Sem dúvida. Certamente. Claro que tivemos muitos casos aqui nos Estados Unidos de criminosos de guerra que encontramos, sem disfarces e, ocasionalmente, enviamos de volta.

Um famoso, que me deixou muito envolvido na história, foi o homem que por um longo tempo foi o chefe da Igreja Ortodoxa Romena, nos Estados Unidos. Era um arcebispo que, durante a Segunda Guerra Mundial tinha sido um membro do... Qual era o nome... a Cruz de Ferro? A Flecha de Ferro, eu acho, uma organização nazista romena, que havia torturado prisioneiros.

Ali estava um homem que era um nazista consagrado, que após a guerra fugiu para os Estados Unidos; e, embora ele não tivesse treinamento em seminário, tanto quanto eu fui capaz de descobrir, ele conseguiu dominar um ramo da Igreja Ortodoxa romena no nosso país, no Centro-Oeste, e não foi descoberto até, talvez, 20 anos atrás, quando ele foi forçado a deixar o país.

Então, sim, nós ajudamos muita gente a escapar. A Igreja Católica, também, em certa medida, se envolveu nisso, em uma operação chamada Caritas, durante a Segunda Guerra Mundial, ela forneceu os passaportes do Vaticano para ajudar alguns dos criminosos de guerra mais famosos a fugirem para a América do Sul. Então, houve muita colaboração.

Mesmo no nosso próprio país, nos Estados Unidos, tivemos a Operação Paperclip, em que trouxemos cientistas nazistas para ajudar com o nosso programa espacial, entre outras coisas.

Assim isso me levou a trabalhar no que, eventualmente, se tornou o livro Sinister Forces (Forças Sinistras). Comecei a me perguntar como é que nós nos Estados Unidos poderíamos ter vendido a alma tão facilmente a algo tão abominável como uma organização criminosa como a SS e aos nazistas, em geral, trazendo esses cientistas para cá, para fazê-los trabalhar para nós e, realmente, dar-lhes grandes empregos, dar-lhes posições em nossa indústria.

Walter Dornberger é um exemplo, que teve um emprego no conselho de administração da Bell Helicopter (Helicopteros da Bell). Todos os tipos de pessoas. Pessoas que trabalharam para o Programa Espacial de Medicina, no Texas, na Base Aérea Randolph. Há uma história muito grande lá.

KC: Certo. Isso tem tentáculos que vão para todos os aspectos de controle da mente. Eu acho que você cobriu isso maravilhosamente no livro Sinister Forces. Quer dizer, eu não posso imaginar o que você escreve nos livros Dois e Três, mas eu tenho que dizer que isso é realmente uma grande história.

PL: Bom, eu desenvolvi as mesmas idéias. No Livro Dois concentro-me muito na família de Charles Manson, como uma espécie de exemplo perfeito do que as forças sinistras podem fazer com a modificação de comportamento/aspecto de controle da mente.

Então no Livro Três eu como que explico o que eu acho que é a história inteira e como isso funciona. Eu ligo assassinos em série as operações de controle da mente e tento entender.

Quero dizer, o nosso país, a CIA, especialmente nos anos 1950-1960 até por volta do escandalo de Watergate, até a década de 1970 e as investigações Rockefeller, esteve envolvida em um dos experimentos mais bizarros dos tempos modernos.

Quero dizer, aqui estávamos, tentando descobrir como a consciência humana funcionava, como entender a memória, volição. Como podemos apagar a memória de uma pessoa, implantar novas memórias? Como fazer com que uma pessoa faça algo que não faria normalmente - por exemplo, cometer um assassinato? E depois esquecê-lo e não saber porque fez isso?

Quer dizer, isto era algo como um rei medieval, se poderia pensar, contratando alquimistas e magos, sabem, para manter contato com o outro mundo. Nós estávamos fazendo isso nos anos 50 e nos anos 60 e provavelmente ainda hoje.

Temos operações em que tentamos entender como a mente funciona e depois controlá-la. Como um aprendiz de feiticeiro, nossas agências de inteligência voltaram a atenção para a consciência humana e começaram a brincar com o assunto.

BR: Qual é a resposta à sua própria pergunta, Peter, a que você colocou apenas há alguns minutos? Sobre a forma como... Acho que as palavras que usastes foram: 'Como a América pode vender a  alma, de formas que, não só trouxe estes cientistas nazistas a América para dar-lhes grandes empregos, mas na verdade, aparentemente, abraçou toda a agenda e a levou muito mais longe?'

Haviam forças do mal atuando nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial? Ou foi algo oportunista, pois perceberam a magia que os nazistas, certamente, tinham em mãos e acharam que poderiam usar isso para os próprios fins, e isso foi uma tentação muito grande para resistir?

PL: Bom, eu acho que, como de costume, as causas ocorreram, simultaneamente, em níveis diferentes. Eu acho que considerar uma única direção pode ser um erro. Eu acho que às vezes é desejável que olhemos em uma certa direção e não olhemos na outra - a ideia da direção errada.

Eu falo sobre as forças sinistras. Quero dizer, esse é o título da minha série, e eu peguei esse título de Watergate, porque foi assim que comecei esta investigação. E "forças sinistras" foram acusadas por essa lacuna famosa de 18,5 minutos nas fitas do Salão Oval, as fitas do escritório de Nixon, onde houve de repente uma grande lacuna e ninguém sabia o que ele disse.

Acho que foi Alexander Haig ou Buzhardt que disse que a fita, o som de chiado da fita foi o resultado de forças sinistras. Eu gostei dessa idéia, que havia algo mais sinistro acontecendo.

Eu acho que em muitos casos o que vemos ao nosso redor é um teatro, uma espécie de teatro, e que hão forças que são mais profundas, mais sinistras, menos visíveis, manipulando os eventos. Ou eu gosto de pensar que o que chamamos de coincidência e sincronicidade é a prova da ação de uma força mais sinistra ou uma força mais profunda.

BR: Essas forças também são muito mais antigas? Porque, é claro que existem muitos pesquisadores, talvez até mesmo você, que concluem que essa coisa toda, essa agenda negra, teve as raízes em 2000, ou mesmo, 3000 anos atrás e tem crescido de forma constante desde então.

KC: Bom, na verdade, em seu livro, você fala em voltar aos túmulos na América, então você volta milhares ou mesmo milhões de anos. Certo?

PL: Certamente.

KC: Há também a alusão ao Egito e das pirâmides. Você está falando, realmente, de se ter que ir para as possíveis culturas de fora do mundo e como nós, seres humanos, como a humanidade começou neste planeta quando, realmente, se vai tão fundo.

PL: Bom, quando eu comecei a olhar os túmulos ... A idéia dos túmulos indianos veio a mim, bruscamente, por acidente, porque pesquisava Manson e decidi ir aonde Charles Manson tinha crescido, que era uma cidade chamada Ashland, no Kentucky.

Fiquei impressionado com o fato de que haviam túmulos indianos no centro da cidade. Eu comecei a pesquisar isso, me perguntando o que isso significa? Eu realmente nunca tinha deparado com isso antes. Isso era novo para mim.

Eu comecei a pesquisar o fato de que estes túmulos estão por todo os Estados Unidos, especialmente a leste do Mississipi, mas, também, em certa extensão, a oeste do Mississippi.

Fiquei impressionado com o fato de que houve realmente uma civilização antiga na América, na América do Norte, a qual não temos nenhuma pista. Era tão antiga quanto tudo o que estava acontecendo no Oriente Médio. As obras de terraplanagem que eles construíram, em alguns casos, eram mais grandiosas e muito maior do que as pirâmides e sabemos tão pouco sobre elas.

Comecei a olhar para a América como uma espécie de casa assombrada e comecei a me perguntar: Que forças existem atuando aqui?

As coincidências que nos deparamos, sobretudo uma teoria da conspiração... Qualquer um que começa a investigar - o assassinato de Kennedy é provavelmente o exemplo mais famoso - vai encontrar dezenas e, em seguida, centenas e talvez milhares de conexões "coincidentes" entre pessoas, lugares e eventos, o que os enlouquece.

Um historiador regular, um historiador corrente dirá: Bom, isso foi uma coincidência, aquilo foi uma coincidência, isto foi uma coincidência e repudia a todos, porque ele não pode ver uma verdadeira relação de causa-e-efeito.

Mas, para mim, e isso acontece com todos nós que investigamos estas coisas, nós nos encontramos atormentados por essas coincidências.

Quer dizer, eu estive pesquisando, por algum tempo na Ásia, para o livro Forças Sinistras. Eu estive no Sudeste Asiático, em áreas remotas, e entraria em uma livraria velha, de segunda mão, e encontraria os livros que eu precisava para minha pesquisa. Eram livros, talvez sobre Charles Manson ou algo que eu nunca tinha ouvido falar antes. Textos acadêmicos que apareciam de repente. Ou apareciam textos que foram escritos e impressos privadamente por alguém envolvido com o grupo que chamo de "The Nine (Os Nove)".

Todo este material cairia nas minhas mãos, embora eu estivesse no meio do nada, longe de qualquer tipo de estrutura acadêmica, longe da livraria Barnes e Noble ou qualquer coisa assim [ri], mas apenas, realmente, no meio do nada .

Portanto, a multiplicação desses eventos, para mim, é uma indicação de que algo está atuando, de que, talvez, precisemos de uma abordagem quântica consciencial para a história em si, não apenas para as nossas mentes em uma espécie de modo teórico ou espiritual...

KC: Sem dúvida. Com certeza.

PL: A história. Sim.

KC: Você está falando de Puharich. Eu não tenho certeza de como você diz o nome dele.

PL: Puharich.

BR: Puharich.

KC: Isso leva a uma questão muito difícil em torno do controle da mente e como o controle da mente em si parece vir deses primórdios e da consciência que, supostamente, Puharich entrou em contato com aquelas "Nove" pessoas; as quais, desde então, são pessoas que escreveram livros e se envolveram em, supostamente, estarem em contato se não com essas inteligências ou outras. Alguns as chamam de Inteligências de Gizé. Então, também, está tudo voltando para algum lugar no passado.

PL: É, sim. Quero dizer, se se começar por Puharich, se pode ver o esboço do que estou falando muito claramente, porque ali estava um homem que era um pesquisador do paranormal, mas ele também foi um capitão do Exército dos EUA e um médico medíocre, todas essas coisas juntas. E tudo isso foi durante a Guerra da Coréia.

Ali estava um homem que dava palestras para os militares sobre como usar PES (percepção extra-sensorial) como arma, sabem, como usar os poderes telecinéticos e telepáticos humanos como uma arma na luta durante a Guerra Fria.

Ao mesmo tempo, ele fazia uma sessão ou uma série de sessões em uma fazenda em Maine em que ele convidou um punhado de pessoas. Mas, as pessoas que ele convidou, eram algumas das famílias mais ricas dos Estados Unidos, as famílias mais poderosas da América, "sangues azuis", quero dizer, aqueles que eram descendentes dos signatários da Declaração da Independência.

A única coisa que me fascina nisso é que essas são coisas bem documentadas. Não há nenhuma especulação sobre isso. Qualquer um pode procurar e descobrir por si mesmo que essas pessoas se encontravam, elas realizavam a sessão, elas estavam em contato com algum grupo de seres extraterrestres ou sobrenaturais que se chamavam "Os Nove".

Estamos falando de pessoas que também estiveram, tangencialmente, envolvidas no assassinato de Kennedy, que aconteceria a dez, quinze anos após esses acontecimentos. Quero dizer, é impressionante. Quero dizer, você se pergunta: Qual é a conexão? Como pode ser isso?

BR: Sim. O que você achou do livro de Picknett e Prínce, The Stargate Conspiracy (A Conspiração Stargate), que você deve ter lido como parte de sua pesquisa?

PL: Eu li A Conspiração Stargate e eu queria gritar para Picknett e Prince: "Basta ir um pouco mais! Vá um pouco mais e vocês verão as ligações com o assassinato de Kennedy".

Fiquei emocionado por eles escreverem sobre esses eventos e também sobre "Os Nove". Eles escreveram sobre Puharich. Eles o mencionaram. Eles mencionaram este grupo, mas eles não mostraram a conexão. Eles não haviam ligado os pontos entre, por exemplo, Arthur Young, que era um proeminente membro de "Os Nove", o homem que inventou o helicóptero da Bell, que eu havia mencionado a pouco como estando envolvido com os cientistas nazistas...

BR: Quando você fala sobre "Os Nove", você está falando de um grupo humano, ou um grupo de fora do mundo? Ou isso é uma alusão a dois grupos de nove?

PL: Pois bem, quando falo "Os Nove", estou mencionando primeiro o grupo humano, porque esses são os nomes das pessoas que conhecemos. Mas é claro que eles eram considerados os representantes terrestre deste grupo espiritual ou extraterrestre que se chamavam "Os Nove".

BR: OK. Qual foi esse grupo terrestre de nove?

PL: Bom, "Os Nove" incluam famílias - por exemplo, Arthur Young e a esposa, Ruth Forbes Paine Young, que é parente de John Kerry, diga-se de passagem - John Forbes Kerry. Portanto, temos Arthur Young e a esposa, Ruth Forbes Paine Young.

Temos a família DuPont, a Astor, todos faziam parte deste grupo, bem como Puharich. Assim, a família Astor estava lá - uma família americana-britânica muito rica, os Astor. É claro que todo mundo conhece os Astor e do Waldorf Astoria, etcetera, etcetera. John Jacob Astor estava no Titanic. Portanto, temos a família Astor.

Temos os DuPonts, é claro, uma família americana extremamente poderosa, rica e influente. E temos os Forbes - como na Revista Forbes, Steve Forbes, e assim por diante. Essa família tinha representante.

O nome dela era Ruth Forbes Paine. Paine foi uma das signatárias originais da Declaração da Independência. Ela tem uma descendência direta nessa linha pelo casamento. O próprio Arthur Young, o inventor do helicóptero da Bell.

Então você tem um agrupamento de famílias aqui de alguns dos nomes de família mais nobres nos Estados Unidos. Se tivéssemos realeza, seriam os DuPonts, Astors, Forbes e Paines.

BR: Será que eles se chamam de "Os Nove"? Ou esta é a sua denominação para eles? Quero dizer, eles têm uma agenda ou algum tipo de tese ou razão para estarem juntos e serem reconhecidos como um grupo desse tamanho?

PL: Sim, eles se chamavam "Os Nove" desta forma: Eles fizeram uma sessão espírita. Puharich estava conduzindo a sessão espírita. Ele tinha um medium da Índia, um Dr. Vinod, e Vinod estava em comunicação telepática com um grupo de seres que, de alguma forma, estava no espaço, pairando sobre a Terra e haviam nove deles.

Eles disseram ao grupo de nove indivíduos: "Somos nove e vocês são nove, assim, vocês são os Brâmanes que trarão uma nova onda de iluminação, ou uma nova onda de evolução para o planeta. Vamos usá-los como nosso veículo para trazer este tipo de evolução espiritual, esse início da evolução, se me permitem".

BR: OK.

KC: Isso também foi uma descolagem, basicamente, do que os Illuminati seriam, a filosofia desde o início do grupo que chamamos dos Illuminati, do qual essas famílias fazem parte?

PL: Bom, esse é o sifgnificado. Quero dizer, caso contrário... Por que essas pessoas, como eu disse antes, alguns dos indivíduos mais ricos dos Estados Unidos, estavam no Maine, em um celeiro, na floresta, na Véspera de Ano Novo, quando poderiam estar em qualquer outro lugar no mundo? Eles tinham o dinheiro, os meios, as ligações. Em vez disso, eles estão fazendo sessões mediúnicas no frio, no inverno, neste celeiro.

Qual é a motivação para isso? Qual é a finalidade? Como é que eles se conheceram? Não sabemos muito sobre isso. Sabemos que Puharich foi o cara que os uniu para a sessão mediúnica e de bom grado eles fizeram parte desse empreendimento e, não apenas uma, mas várias vezes.

Então a motivação, foi por conta própria? Eu não sei. Eu não quero especular, exceto para dizer que estamos falando das pessoas mais poderosas em nosso país nessa época.

BR: A analogia que você está delineando aqui é que hão boas evidências de que os nazistas faziam algo semelhante, tanto antes como durante a guerra; e, ainda assim, você diz que esta prática de indivíduos poderosos de famílias poderosas de um estado-nação poderoso estão, de repente, fazendo o mesmo décadas depois.

PL: Sim. Quer dizer, menos de dez anos depois. Se contarmos o fim da Segunda Guerra Mundial como 1945, essas pessoas se reuniram no início dos anos 50.

O que Himmler estava fazendo, ele... Eu visitei, na Alemanha, o castelo chamado Wewelsburg que ele renovou. Está perto da cidade de Paderborn, na Alemanha. Eeste castelo foi construído por ele para ser uma espécie de Vaticano da SS. Seria a sede espiritual deles.

Ele conduzia rituais muito semelhantes lá. Ele repetiu uma espécie de "Mesa Redonda", um tipo de idéia arturiana de Camelot. Haveriam 12 cavaleiros em torno da mesa, que eram os melhores do ranking de oficiais SS.

Eles se reuniam em meditação nesta mesa, numa sala que estava diretamente sobre uma cripta, e na cripta se colocariam as urnas contendo as cinzas de oficiais da SS quando eles morressem, os de alta patentes. Haviam nichos especiais para cada um. Haviam suásticas gravadas no chão e por nove jardas (8,23 metros).

Assim, a idéia semelhante de meditação, de tentar contatar seres sobrenaturais para orientar a SS, agora, era repetida por um grupo chamado "Os Nove".

Se pensarmos em termos de raça - vocês sabem que a SS, assim como todos os nazistas, estavam obcecados com a raça e a pureza racial - de repente, com "Os Nove" temos, como eu disse, o sangue azul das famílias americanas, DuPonts, Astors, Paines, Forbes. Temos este encontro de... por falta de uma palavra melhor, o mais racialmente aceitável, para os nazistas, o agrupamento em meditações guiadas, na floresta, fazendo a mesma coisa. Exceto que não haviam doze neste caso. Haviam nove, muito específico.

Então, não estou tentando traçar uma ligação muito próxima entre o que os nazistas faziam e "Os Nove". As práticas eram bastante semelhantes. Era uma sessão em grupo. Era uma meditação. Tinha algo a ver com a evolução da raça. Então você tem muito dos mesmos temas.

KC: OK. Mas o que você também, penso eu, continuou a investigar foi descobrir aonde as informações recebidas pelos "Os Nove" foram parar. Porque eu acredito que existe uma trilha que se conecta através do SRI (Stanford Research Institute - Instituto de Pesquisa de Stanford), Hal Puthoff e Ingo Swann...

PL: Certo.

KC: ...a visão remota e, realmente, em seguida, os círculos voltam e também tem a ver com as pessoas que estavam envolvidas no controle da mente, então, utilizando algumas dessas informações? E/ou orientando, por exemplo, a agenda dos Illuminati até os dias de hoje?

PL: Sim, isso certamente fez esse caminho que você acabou de descrever e a conexão em tudo isto, é claro, é Andrija Puharich. Puharich foi o homem que recebeu o grande mérito de ter descoberto Uri Geller, por exemplo, o famoso paranormal israelense. Ele trouxe Geller para o SRI, na Califórnia, para ser testado.

Houve também uma conexão do SRI com esse grupo, com as pessoas em Jonestown. As ligações são vastas em tudo isso, e se se começar a puxar os fios, se torna extremamente paranóico.

BR: Qual é a conexão com Jonestown?

PL: Bom, OK. No Volume Dois tenho cerca de 100 páginas apenas sobre Jonestown, porque a quantidade de trabalho que ainda tem de ser feita apenas para se decodificar esse evento ainda depende de nós. Realmente sabemos muito pouco sobre o que aconteceu em Jonestown.

Lenta, mas seguramente, mais e mais informação tem sido revelada ao longo dos últimos 20 anos ou mais, algumas delas por um bom amigo meu chamado Jim Hogan, um jornalista investigativo que passou muito tempo pesquisando Jonestown e trouxe alguns documentos da CIA para verificar se Jim Jones era algum tipo de agente contratado pela CIA. Ele tinha o que é chamado um arquivo 201 na CIA. Então, nós sabemos que havia uma conexão.

Mas, em relação com a conexão com a SRI, eu acho que foi Russell Targ - se não estou enganado, eu acredito que foi Russell Targ que era o homem que estava envolvido com Jonestown, SRI e Puthoff Hal.

BR: Sim.

KC: Há também o link de Puharich como trabalhando para a CIA.

PL: Sim. Tanto quanto Uri Geller entendia, Geller sempre disse que Puharich era seu treinador para a CIA. Ele fez essa afirmação várias vezes.

Mas, tanto quanto concerce ao SRI, Russell Targ, o físico que fazia parte do grupo do SRI, admitiu que estava envolvido com um grupo de sobreviventes de Jonestown. Ele foi diretor de aconselhamento do Human Freedom Center (Centro de Liberdade Humana), em Berkeley, e os deixou ao juntar-se ao SRI para estudar fenômenos psíquicos.

O grupo com que ele trabalhava, Elmer e Deanna Mertle, depois que ele os deixou, algumas semanas depois de Targ os deixar e juntar-se ao SRI, os Mertles foram encontrados mortos, assassinados em estilo execução na casa deles. Assim, a ligação entre Targ, SRI e Jonestown é grande. O que isso significa, não sabemos.

Mas nós sabemos que Targ trabalhou com os Mertles, que era um grupo de sobreviventes do massacre de Jonestown, as pessoas que haviam deixado a igreja de Jim Jones, The People's Temple (O Templo do Povo), e estavam tentando elevar a consciência contra isso. Eles escreveram um livro sobre o Templo do Povo e Targ estava trabalhando com eles. Ele saiu para se juntar ao SRI e algumas semanas mais tarde, os Mertles foram mortos, assassinados em estilo de execução.

KC: Então você tem que dizer também que, além de tudo isso, o que acontece é que algumas pessoas vão trabalhar para a agenda positiva e algumas estarão trabalhando realmente para a agenda negativa, já que há conexões entre essas organizações - porque há a ligação muito clara entre a CIA e o SRI. Entre Puharich e a CIA. Então se tem todas estas ligações com a CIA. Gordon Novel, o assassinato de Kennedy. Todos estes links conduzindo a CIA. Por isso, fica realmente complicado. É realmente fascinante.

Eu sei que você estudou ocultismo em grande profundidade. Você já chegou a alguma conclusão? Você se aprofundou em algumas trilhas que talvez não foram divulgadas?

PL: Bom, não foram divulgadas na medida que eu não sei bem como explicar tudo isso de alguma forma que faça qualquer sentido de um ponto de vista acadêmico, mas ocorreu-me durante este tipo de pesquisa... Como mencionei antes, eu considero coincidência e sincronicidade serem a prova da existência dessas forças.

Eu acho que essas forças estão lá e acho que grupos de seres humanos ao longo do tempo fazem um esforço consciente para manter contato com essas forças, para manipulá-las, para usá-las em causa própria.

Eu acho que a CIA fez isso com o MKULTRA e a Operação Bluebird (Pássaro azul) e todos os experimentos de controle mental que eles fizeram.

Se se pegar um ser humano e tentar manipular a consciência, se tentar apagar as memórias, substituir as memórias, programá-los como assassinos, por exemplo, então o que se está fazendo é, essencialmente, se está criando aquele ser humano.

Quero dizer, se está colocando este ser em uma espécie de iniciação espiritual, mas sem nenhuma das garantias, sem nenhuma preparação espiritual que uma pessoa normalmente teria ficando protegida contra qualquer demônios que são invocados no processo. Então foi um programa muito irresponsável, insensível e cruel que a CIA empreendeu naquela época.

KC: Irresponsável ou realmente intencional? Quer dizer, essa é realmente a questão dos chefes da CIA, não é? Se eles sabiam em que estavam se metendo? Eles chamavam essas forças negativas, em essência, e as traziam para os corpos dos assassinos programados - e alguns desses são realmente os agentes adormecidos, que podem certamente estar fazendo parte da nossa sociedade, neste momento, tendo uma vida normal, à espera de serem ativados.

Em essência, o que você está olhando pode ser uma agenda intencional. E é aí que fica muito interessante quando você começa a olhar para o futuro e o que estamos realmente enfrentando.

PL: Bom, sim. Quer dizer, eu acho que uma das boas indicações de quão ruim ficou, foi o homem que esteve no comando do programa da CIA durante muito tempo, chamado Sydney Gottlieb, Dr. Sidney Gottlieb... Quando o projeto MKULTRA foi "dissolvido" por Richard Helms em meados da década de 1970, Gottlieb ficou um pouco estranho. Ele, tornou-se um monge budista. Ele foi para a Índia. Ele tentou essencialmente pagar pelos pecados.

Ele não quis falar mais sobre este programa; então ele se tornou uma espécie de recluso e, obviamente, tentou levar uma vida simples. Ele vivia no campo. Ele vivia numa fazenda, eu acredito que na Virgínia, depois que voltou da Índia. Ele era um homem que estava despedaçado pelos resultados do que tinha feito, pelos pecados que tinha cometido contra outros seres humanos.

Portanto, se o líder, se o criador, ou o servo desta operação se sentiu daquela maneira, eu me pergunto o que os criminosos reais do dia-a-dia sentiam, as pessoas que estavam realmente envolvidas na programação diária desses indivíduos.

Acho que há uma enorme quantidade de evidências que sugerem que Sirhan Sirhan foi exatamente um desses assassinos que haviam sido criados. Eu li os diários de Sirhan, os diários que mantinha até o momento que ele foi preso pelo assassinato do senador Robert Kennedy.

BR: Ele não tem nenhuma idéia do que aconteceu, não é?

PL: Ele não tem. Quero dizer, ele admite que fez isso porque ele imagina, sabem,  que ele fez isso. Quer dizer, se ele foi preso por isso e estava lá, ele deve ter feito isso. Mas ele não tem memória disso. Os diários são extremamente sugestivos de alguém que passou pelo programa de modificação de comportamento, algo como um programa de controle da mente. É uma coisa fascinante.

BR: Eu tenho um livro maravilhoso. Também tive a experiência do que eu acho que você poderia chamar de Biblioteca Angélica Internacional, de repente, um livro é colocado aos seus pés quando você está viajando. [Ri] Era um livro de Long John Nebel, que foi o anfitrião da rádio Art Bell daquela época, na década de 1950, que escreveu um livro surpreendente sobre o Controle de Candy Jones. Você deve estar familiarizado com isso.

PL: Sim, estou. Eu também sou fascinado por esse conto e acho que é genuíno. Foi atacado, naturalmente, por outros pesquisadores e autores que diziam que Long John Nebel inventou isso ou Candy Jones nunca passou por isso.

Mas se se realmente examinar como eu fiz, que é a coisa que eu faço, é examinar e tentar documentar o que se passa. Eu conheci Candy Jones alguns anos antes dela morrer. Eu fui entrevistado por ela na rádio em Nova York.

E do meu ponto de vista, o que ela discute, especialmente as viagens dela na Ásia e em Taiwan, tem um tom de verdade absoluta. Quer dizer, eu morei na Ásia por um longo tempo. Eu viajei por esses países. As coisas de que ela fala, eu acredito que realmente ocorreram. Eu acho que ela não as inventou. Sou capaz de reconhecer os lugares de que ela falou.

BR: Eu li o livro várias vezes e ele me tocou muito, é muito verdadeiro para mim.

PL: Sim. Não foi uma coisa sensacionalista que ela estivesse inventando. Eu realmente acredito que o que ela disse que aconteceu realmente aconteceu.

KC: Então, onde você está indo agora com isso? Porque você realmente não mantem o seu blog. Você tinha falado sobre McCain como uma possível vítima de controle mental e eu acho que há uma grande prova desse efeito. Eu estaria interessada em ouvir o que você tem a dizer sobre Obama. Não sei qual a sua situação atual. Os Controladores, eles sabem de você? Fizeram a sua vida difícil? Porque você parece ser realmente um dos melhores investigadores juntando as peças desse quebra cabeça em um só lugar.

BR: O que isso significa para nós no início de 2009, olhando para os próximos anos, e o que isso pode significar para esse país e o mundo?

PL: Sim. Estas são perguntas muito boas. Eu tirei um tempo para obter um diploma de pós-graduação em religião e na tese que escrevi, publicada como Stairway to Heaven (Escada para o Céu), que saiu há cerca de um ano. Eu tenho um outro livro sobre a maçonaria que sairá em abril. Eu mantive minha atenção em tudo isso, mas eu venho fazendo um monte de trabalhos do tipo acadêmico, por um lado, e muito trabalho de investigação, por outro lado.

A situação política: A maneira como olho para isso atualmente, como eu mencionei antes, é teatro. É basicamente teatro. Estamos assistindo a uma peça sendo encenada na nossa frente e nós somos todos voluntária ou involuntariamente membros da audiência nesta peça de teatro.

Acho que não temos que acreditar muito no que vemos, como sendo “real”. É uma espécie de realidade de consenso. Nós como que concordamos com que certas coisas sejam reais e certas coisas não sejam.

Sempre gosto de falar sobre a raiz da palavra realidade, porque a palavra vem de uma raiz indo-européia muito interessante que também nos dá realeza. Dá-nos o que é real e o que é realeza. Basicamente, para mim, o que isso significa é: "O que quer que o rei diga que é real é real". 

Em outras palavras, há uma espécie de acordo em que nós todos nos submetemos, uma espécie de acordo em que aceitamos que certas coisas são e outras coisas não são reais. Acho que chegamos ao ponto em que temos de revisitar o que chamamos de real. Temos que rever a realidade até certo ponto. Temos que chegar a um novo paradigma, uma nova maneira de encarar a realidade, porque a velha maneira de olhar para ela não está funcionando mais.

Somos muito facilmente manipulados. Nosso país tem feito uma ciência da manipulação da realidade, pelo menos na Guerra da Coréia, se não antes.

A ciências da comunicação, que está sendo ensinada nas universidades por todo o país, surgiu como resultado da Segunda Guerra Mundial e os estudos da guerra psicológica. Quer dizer, os mesmos caras que criaram a guerra psicológica, para usar durante a guerra, foram os caras que, no setor privado, desenvolveram programas para o ensino de publicidade, marketing e comunicação.

BR:  Hum hum.

PL: Então, nós estamos realmente lutando com uma guerra psicológica dirigida para manipular a nossa realidade.

KC: Certo. Uma forma de propaganda e controle da mente em si, assim como a televisão se tornou, em certo sentido, uma ferramenta de controle da mente.

PL: Em uma escala maciça e massiva. Eu costumava viver, como já mencionei, na Ásia, e pegavamos a CNN lá. Eu não quero destacar a CNN em particular, para o opróbrio, mas eles são uma espécie de uma organização internacional de notícias e você pode pegá-los, em canais a cabo, em todo o mundo.

Houve um caso particular, quando eu estava em Kuala Lumpur e havia uma revolta num restaurante sendo transmitida pela CNN, na televisão. Estava sendo transmitida ao vivo. Nós olhavamos para a tela da televisão e estavamos no local onde esta revolta supostamente acontecia. Não havia nenhum tumulto lá! [Kerry ri]

Assistíamos a televisão e olhávamos uns para os outros. Nós estamos olhando para a tela e nós dizíamos: O que é isto?

Acontece que haviam três ou quatro pessoas em um canto, em algum lugar, e uma câmera as focalizava. A maneira como apareceu, parecia como se houvessem todas essas pessoas irritadas realmente se revoltando. 

Eu recebia telefonemas de amigos meus dizendo: Vá embora! Saia daí! Há uma revolta em curso. Podemos ver isso na televisão. Estavamos todos sentados no restaurante dizendo: "Bom, onde está o motim?"

Sabem, não havia tumulto. Quero dizer, eram, essencialmente, notícias fabricadas. Se isso aconteceu daquela ocasião, quantas vezes mais isso aconteceu? Quanto da nossa notícia está sendo manipulada ou controlada ou criada, sabem, enquanto nós a vemos?

KC: Certo, mas como um pesquisador que se aprofundou nisso tanto quanto fizeste, você deve ser capaz de olhar para o futuro e chegar a algumas conclusões e/ou pensar em certas trilhas investigativas que possam ser desconsideradas.

Estou curiosa: Você acha que, por exemplo, existem agentes adormecidos? Porque,  sabes, continuamos tendo estes incidentes acontecendo e eles parecem ser evidências de operações de controle da mente, onde você tem crianças na escola, de repente, pirando e assim por diante. Para onde tudo isso leva?

PL: Bom, se caracterizarmos os agentes dessa loucura como seres humanos individuais, poderíamos estar desconsiderando algo mais sombrio e profundo. Eu acredito que existem agentes individuais, é claro, e é isso que eu investigo. É sobre isso que escrevo. É onde as evidências me levam.

Mas às vezes eu acho que há algo mais agindo aqui. Eu acho que há uma espécie de nível de consciência que também está criando isso para nós e que nós somos vítimas disso porque não aprendemos a lutar. Nós não aprendemos a tomar o controle de nossa própria consciência. Estamos essencialmente permitindo que outros façam isso por nós.

Eu acho que temos um tipo de responsabilidade, talvez agora mais do que nunca, porque a informação de lutar para assumir o controle de nossas próprias mentes e tomar de volta o controle de nossa própria consciência está disponível para nós; o tentar nos desprogramar, se me permite, ao contrário do que estamos sendo alimentados numa base quase histérica.

Quero dizer, as coisas têm evoluído para um ponto onde a paranóia, o medo, a ansiedade, os níveis de estresse têm aumentado de forma exponencial, é como se alguém quizesse que tenhamos esse colapso nervoso coletivo. Temos que tomar uma posição e lutar contra isso.

Eu acho que se minha pesquisa não mostrou muito mais, pelo menos mostrou que os seres humanos que estão envolvidos nisso muitas vezes, eles mesmos, não o entendem tão bem. Eu estou falando sobre a CIA.

Eu não acho que as pessoas que gerenciaram MKULTRA realmente entenderam completamente as ramificações do que eles estavam fazendo. Eles tinham um foco muito estreito. Eles queriam criar assassinos contestáveis, por exemplo, e esse era o foco deles. Eles não perceberam as outras forças que estavam desencadeando naquele momento.

Acho que exitem caminhos, hão caminhos xamânicos, hão caminhos no oculto que podem ser realmente benéficos para nós, para investigar e entender como fomos manipulados, como a nossa consciência foi manipulada, a nossa própria realidade foi manipulada . Acho que temos uma chance porque há uma grande quantidade de informação disponível.

Mas estamos caminhando para um impasse muito perigoso, um lugar muito perigoso. Eu concordo. Mas eu acho que nós não percebemos quanto poder temos como seres humanos, ou como pequenos grupos de seres humanos, para combater essa loucura. Acho que podemos retomar nossas mentes e vidas dessas forças, destas forças sinistras.

BR: Você é capaz de dizer qualquer coisa, que você sente, sobre o papel do Vaticano?

PL: Ah... [Ri] Quanto tempo você tem?

BR: Você sabe sobre o trabalho de Eric Phelps e do grande corpo de pesquisa que, entre muitos outros, ele representa. Eu só queria saber se você poderia colocar um pouco desses assuntos juntos outra vez para o benefício dos nossos ouvintes que gostariam de saber o máximo do resumo do quadro geral que você é capaz de apresentar aqui.

PL: Certo. Eu cresci como um católico romano. Eu nasci em uma família católica, nos dias do pré-Vaticano II. Quando o Concílio do Vaticano II aconteceu, eu fique um pouco desapontado. Eu não gostei de todas, sabem, as guitarras tocando nas missas que estavam ocorrendo e todas essas coisas. Eu me senti, de alguma forma, um pouco enganado no mistério.

Mas, então, quano comecei a pesquisar as informações nazistas, isso foi quando a Primeira Fase do meu desencanto ou des-escarecimento, ou o que você quiser chamá-lo, aconteceu.

Esse foi o entendimento do grau em que elementos dentro do Vaticano ajudaram criminosos de guerra com passados horríveis a escaparem, como eles os protegeram em casas seguras por toda a Europa e na América Latina, como eles lhes deram passaportes do Vaticano, como tivemos o espetáculo dos criminosos de guerra nazistas vestidos como padres entrando na Argentina, no Brasil, num caso, realizar uma cerimônia de casamento como um padre.

Quer dizer, eu não posso nem imaginar o que essa pobre família teria sentido, se eles tivessem sabido que era um homem responsável pela morte de centenas, senão milhares de pessoas, que abençoava a união como um falso padre. Então, tudo isso começou a... essa foi a Primeira Fase.

A Fase Dois foi perceber que, o que nos foi dito sobre o próprio cristianismo, em particular, sobre a Igreja Católica, baseia-se em tanta desinformação e tanta manipulação da história e de fatos históricos que nós realmente não sabemos mais o que a Igreja Católica é, ou o que sempre foi. Nós não sabemos o que está acontecendo lá.

Quer dizer, os escândalos do Vaticano... Os escândalos maçônicos, o Propaganda Due, só o escândalo maçônico da loja P2 deveria ter alertado as pessoas para o grau de traição e cobiça que acontecia dentro do Vaticano.

Quero dizer, nós tivemos Licio Gelli, Roberto Calvi, todos estes personagens que estiveram grandemente envolvidos com o Vaticano e ao mesmo tempo financiavam esquadrões de terror da direita, esquadrões da morte na Europa, na América Latina, trabalhando com Francisco Franco - o ditador de Espanha por tantos anos - fortemente envolvido com as organizações e operações fascistas.

Foi embrutecedor, na medida em que isto acontecia. Então, tenho muita dificuldade. Sabem, eu estou grato por ser um católico muito relapso. Quero continuar desse jeito. Eu não posso acreditar que iria aos Bispos, aos Arcebispos da Igreja Católica e aceitar a orientação espiritual de pessoas cuja própria moral e ética eu tenho que questionar quase diariamente.

KC: Bom, aparentemente, também há uma ligação entre o Vaticano, os Illuminati e o governo dos EUA. Você pode falar um pouco sobre isso? Porque quando você está falando sobre a influência nazista na América e, também, sobre os Controladores no Projeto Paperclip, o Fundamento do Programa Espacial e todos os níveis em que o Vaticano está envolvido... Pelo que eu entendo o serviço secreto do vaticano foi, basicamente, o modelo no qual os serviços secretos de todo o mundo se inspiraram.

PL: Sim, com certeza. Na verdade, até mesmo o SS... os nazistas seguiram os jesuítas. Quero dizer, Himmler queria criar uma Ordem dos Jesuítas para ele e era isso que a SS era; por isso, os uniformes negros, os rituais nas igrejas, os rituais à noite na floresta e todas essas outras coisas. Era uma espécie de Ordem dos Jesuítas pagã o que Himmler estava tentando criar.

Quero dizer, as pessoas podem não ter gostado ou mesmo odiado a Igreja Católica ou o Vaticano, mas havia tanto nela que queriam imitar, que queriam duplicar. Mas o problema é que temos tantas informações para discutir que levariam horas para chegar a isso. Mencionarei um ou dois pontos que será suficiente para assustá-los e provavelmente...

Eu acho que para começar o lugar para se procurar, se se quiser ver a conexão entre o Vaticano, os nazistas e, até mesmo, os Illuminati, seriam os Cavaleiros de Malta e algumas das outras ordens de cavalaria que o Vaticano mantém e suporta.

Não vou nem entrar no Opus Dei, que é uma outra história em si. Quero dizer, falamos de um homem que criou a ordem e que tinha sentimentos pró-fascista e franquista. Quer dizer, não hão dúvidas sobre isso. Como ele poderia ser canonizado é absolutamente inexplicável.

Mas, enfim, olhe para os Cavaleiros de Malta. Olhe para a ligação entre os dirigentes da CIA, muitos dos quais eram católicos romanos, membros dos Cavaleiros de Malta ou membros de uma das outras ordens de cavalaria no Vaticano.

Quando eu crescia no Bronx em 1960, eu vi com meus próprios olhos a influência que as igrejas tinham com as agências de inteligência e as agências de inteligência com as igrejas. Quer dizer, eu testemunhei isso como um jovem de 18 - 19 anos, trabalhando numa igreja no Bronx, que estava fortemente envolvida com as operações de inteligência, que era na verdade uma fachada para as operações de inteligência.

Isso nos traz de volta a David Ferrie e Jack Martin e os assassinatos dos Kennedys, porque eu conheci os Bispos que ordenaram e consagraram David Ferrie, Jack Martin, todas essas figuras periféricas que se viu no filme JFK, sabem, sendo protagonizado por Joe Pesche, sendo protagonizado por Walter Matthau, eu acho.

Estas eram pessoas que estavam fortemente envolvidas com a igreja. Eles também estavam envolvidos em atividades de inteligência. Eles também estavam envolvidos em atividades anti-castrista, em Cuba, e considerava-se estarem envolvidos, de alguma maneira, forma ou jeito, com o assassinato de um presidente em Dallas.

Assim, a ligação entre as organizações religiosas e organizações de inteligência é grande. É muito espessa sabem.

Como eu disse, eu vi com meus próprios olhos. Eu conhecia a igreja a que Ferrie e Martin pertenciam em 1968, quando Jim Garrison começava a desenvolver a investigação sobre o assassinato de Kennedy. David Ferrie morreu misteriosamente, mas ele era um sacerdote e um bispo numa dessas igrejas. Então...

KC: Você também não entra, talvez, no que está acontecendo com a agenda, em termos de como isso se desenvolve? Por exemplo, a economia do mundo indo ladeira abaixo e o desejo de um Governo Mundial Único. Como existem certos problemas que estão sendo criados para que uma determinada solução possa ser aceita, como, possivelmente, você conheça o trabalho de David Icke nessa área?

Então o que estou querendo saber é, se você segue esses acontecimentos? Obviamente, se vê a economia desmoronando na América e ao redor do mundo. Hão sacrifícios, sacrifícios de sangue. Algumas destas coisas, ou talvez até todos elas, são realmente planejadas como alguns tipos de sacrifícios para estas entidades ocultas, das trevas, a fim de fazerem certas coisas acontecerem neste planeta.

PL: Bom, se não caracterizarmos a situação econômica como uma situação puramente econômica, penso que podemos ver mais claramente o que está acontecendo. Em uma época anterior, isto poderia ser um grande conflito militar. Poderia ser uma terceira guerra mundial ou uma quarta guerra mundial ou algo assim.

Agora estamos lutando essa mesma guerra, mas nós estamos usando a economia para fazê-lo. Esta é uma abordagem diferente para o mesmo tipo de controle geral que está sendo exercido sobre o mundo.

Quero dizer, o mundo inteiro não pode ir à falência. O dinheiro está em algum lugar. Essa é a coisa engraçada. A parte humorística da coisa, se se quiser ser engraçado sobre isso... esse fato, sabem, nós pensamos que toda a economia mundial está desabando. Mas, basicamente, o que acontece, especialmente com o capitalismo, é alguém fica rico e alguém fica pobre. Então, quem está ficando rico?

Durante Watergate nos disseram para seguir o dinheiro. Acho que se seguirmos o dinheiro hoje, podemos descobrir quem está fazendo o quê a quem. Podemos descobrir quem está realmente fazendo esse tipo de controle.

Eu estive olhando para isso. Eu tenho tentado. Seguir o dinheiro na economia de hoje é extremamente difícil de se fazer. Acho que até os membros do Congresso estão encontrando-se totalmente incapazes de, até mesmo, explicar o que está acontecendo. Alguns deles não são capazes. Alguns deles não estão, estritamente, desejosos de o fazer.

Mas se nós pudermos seguir o dinheiro, se pudermos começar a seguir o caminho do dinheiro ao longo dos últimos 12 a 18 meses, provavelmente poderemos descobrir quem está por trás desta coisa.

Para mim, tem sido muito difícil de o fazer, embora eu esteja tentando fazê-lo. Acho que a resposta está lá fora. Eu acho que, como Fox Mulder costumava dizer: "A verdade está lá fora". Mas temos de olhar para as provas e as provas estão aí. É só que é muito difícil de descobrir.

Se estamos falando sobre a manipulação da economia mundial, é porque estamos sendo preparados para algo mais. Obviamente, há uma agenda. Não é estritamente para fazer algumas pessoas ricas, em detrimento de outras. Isso tem acontecido sempre. Nós não precisamos de um colapso na economia mundial para isso.

Portanto, se um colapso está sendo projetado na economia mundial, é a criação de uma circunstância ou um conjunto de circunstâncias propícias para outra fase da ação que não tem nada a ver com a economia. Como você disse, pode ser um Governo Mundial Único - possivelmente. Pode ser algo mais hediondo do que isso.

Um colapso da economia pode ser uma maneira de manter em vigor os tipos de controles que foram colocados em nosso governo durante os últimos oito anos. Pode ser uma forma de equacionar qualquer tipo de mudança que pensávamos que tinhamos escolhido - pelo menos alguns de nós. Então, pode haver uma conspiração para...

Como o 11 de setembro foi, essencialmente, o Incêndio do Reichstag que deu total controle ao presidente governante, em termos do Lei Patriota e tudo o mais, o colapso na economia é essencialmente um outro 11/09 e vai dar ao governo poderes adicionais que nunca teve.

BR: É apenas outro tipo de demolição controlada.

PL: É outro tipo de demolição controlada. É uma... qual é a palavra que eu estou procurando... uma consolidação de tudo isso.

Se considerarmos o Patriot Act (Lei Patriota) e algumas das outras coisas que aconteceram - os grampos telefônicos, as coisas ilegais que estão acontecendo - e agora juntamos isso com o controle do governo sobre os bancos e as corporações, sabem, nós temos o fascismo.

Algumas pessoas falam na criação de socialismo ou comunismo aqui, mas o fascismo também é um casamento entre o Estado e a corporação. Não é só do socialismo de que estamos falando.

A única coisa de que ninguém quer falar é do fato de que estamos sendo arrastados cada vez mais e mais próximos ao fascismo nos últimos 40 ou 50 anos. Isso me assusta, acredite ou não, mais do que o socialismo ou mesmo o comunismo. O que me assusta mais é uma espécie de fascismo, um estilo americano de fascismo.

KC: Bom, quero dizer, essa é a premissa do livro de Jim Marrs, como você sabe.

PL: Sim.

KC: E é basicamente um fato consumado na mente de muitos, até mesmo nos bastidores, com Richard Hoagland e a investigação sobre a NASA e o simbolismo lá e o histórico Paperclip por trás disso, sabes, o programa espacial. Assim, a agenda parece ter sido uma espécie de fascismo que surgiu na Segunda Guerra Mundial e hoje está sendo continuado. 

Mas, para onde é que isso vai? Uma vez que eles tenham controle total, então o quê? Você sabe, do jeito que está é quase como se eles já tivessem o controle total. Se pergunta: O que acontecerá agora? 

A única coisa que descobrimos até agora, em nosso estudo deste mistério, é a idéia de eliminação da população. Em outras palavras, eles querem eliminar grandes segmentos da população. Eles não foram capazes de fazê-lo com outros meios, com vírus e assim por diante. 

Em outras palavras, esse controle de que você fala tem que levar a alguma coisa, porque o controle é algo que eles, em certo sentido, sempre tiveram. Mas eles o estão apertando e como você diz, eles o estão consolidando. Assim, qual o propósito que eles tem em mente?

PL: Bom, isso é outra boa pergunta e é algo que também, provavelmente, levaria muito tempo para tentar analisar. Acho que "The Powers That Be (Os Controladores)" ainda não estão 100% felizes. Eles realmente não sentem que têm o tipo de controle que eles gostariam de ter.

Parte da razão para isso é a explosão de tecnologia, que parece estar ficando fora de controle. Você talvez não perceba isso tanto neste país como perceberia no exterior, onde esse tipo de tecnologia, a Internet em particular, deu ao povão uma voz que nunca tiveram antes.

Assim, os governos nessas partes do mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, estão se esforçando muito para controlar à tecnologia e o acesso as informações. 

Nesse momento falamos na internet e isso estará disponível na internet, para que as pessoas que o queiram o possam ouvir. Mas este tipo de controle, eventualmente e provavelmente, terá de ser expandido para o que estamos fazendo na internet, na livre troca de informações. 

Eu acho que já começou e acho que vai continuar até que haja controle sobre as informações. E uma vez que se controle as informações, se controla a realidade. Você controla a consciência. Uma vez que os operadores independentes se forem, uma vez que sejam encerrados, haverá apenas o grupo que sobrar.

BR: Isso foi em 1984, não foi? 

PL: Bom, é de 1984. Algumas pessoas ouvindo isso dirão a si mesmas: "Sabes, essas são as pessoas chapéu de alumínio". Você sabe, os chapéus de papel alumínio. Estamos todos preocupados com vastas conspirações assumindo o controle. 

Eu quero lhe dizer uma coisa, para os ouvintes que talvez pensem às vezes que isso está errado. Eu tive uma certa amizade com um homem chamado Norman Mailer, um autor famoso, um dos autores romancistas e jornalistas mais famoso da América e que faleceu recentemente - um homem que eu admirava muito. Ele teve a gentileza de elogiar o meu trabalho e escrever um prefácio para Unholy Alliance (Aliança Profana)

Ele falou para mim sobre o fato de que a América ia em direção ao fascismo. Muitas pessoas do mesmo ambiente social, outros autores, alguns autores vencedores do prêmio Pulitzer, as pessoas que são consideradas como grandes pensadores, grandes membros da Intelligensia, todos disseram a mesma coisa para mim, na minha cara, que estamos caminhando para o fascismo, que a América... 

De acordo com Norman Mailer, alguns anos atrás, ele disse que a América estava no que ele chamou de uma condição pré-fascista, mas que íamos inexoravelmente em direção ao fascismo. Outros autores, desde então, disseram a mesma coisa. 

Então isso não é algo que só um punhado de pessoas na periferia absoluta estão sentindo. Estas coisas são sentidas em outros níveis por outras pessoas que não estão envolvidos neste tipo de investigação, pessoas que não estão fazendo esse tipo de pesquisa, pessoas que acabaram de abrir os olhos e que olharam ao redor e disseram: "Meu Deus, é isso que está acontecendo. Estamos nos tornando um país fascista"

BR: Uma das coisas que às vezes confunde as pessoas, como você deve estar bem ciente, é a idéia que de alguma forma há um espectro com o socialismo da esquerda e o fascismo da direita e os dois são muito diferentes. Na verdade, eles se encontram no meio, uma espécie de circuito fechado em uma espécie de círculo, um vai para a esquerda e um vai para a direita. Socialismo e fascismo extremos são realmente muito semelhantes. 

PL: Esse é o ponto que eu ia chegar. Para ter fascismo ou socialismo, você tem que ter uma união entre o Estado e as empresas. Quero dizer, assim é que é feito. 

Ou o governo é dono dos meios de produção como acontece num país socialista ou comunista, ou o Estado e as empresas têm uma relação de trabalho, um bom relacionamento de trabalho, como Eisenhower nos advertiu quando ele deixou o cargo. Ele falou sobre o complexo industrial/militar e como ele estava com medo do que estava acontecendo. Isso é fascismo. 

Então, a pessoa média se importa se ou não o governo é dono dos meios de produção ou o governo, o Estado e as corporações estão juntos na cama? Será que isso realmente importa para nós? 

Vai ter o mesmo efeito. Nós ainda iremos ser controlados. A nossa economia será controlada. Nossas liberdades serão drasticamente reduzidas. Assim, no final, que diferença isso faz? 

Eu falei muito com as pessoas sobre 11/09/2001. Houveram, é claro, muitas discussões sobre o 11/09/2001. Eu sempre disse que era como o incêndio do Reichstag. Foi o que aconteceu na Alemanha. Como Hitler assumiu o controle total do governo queimando o Reichstag e ele culpou os comunistas por isso. 

O que concluo é - nos importamos realmente com quem incendiou o Reichstag neste momento? Tudo o que realmente importa é o fato de que isso levou Hitler ao poder. 

Portanto, no nosso caso, o que 11/09/2001 fez? Ele empurrou todos esses ataques hediondos a nossa liberdade e privacidade. Ele nos jogou direto nisso. Ele tornou isso aceitável. Foi o que aconteceu. Esse foi o efeito real de tudo isso.

Podemos falar de 11/09/2001 - por exemplo, podemos falar de conspirações. Mas não vamos perder de vista o fato de que o que aconteceu, o efeito do mesmo, foi que perdemos mais liberdade, perdemos mais privacidade. 

KC: Certo. Então isso leva de volta à agenda global.

PL: Sim.

KC: Não é uma teoria da conspiração. É um fato da conspiração quando se olha para todas as provas. O que está acontecendo é que essa agenda especial está sendo articulada. 

E, claro, é muito encorajador que você fale sobre como a consciência e o papel da consciência foi saindo das mãos do povo em MKULTRA, tal que pessoas como Gottlieb, que foi certamente um dos cérebros por trás de tudo isso, vai viver na Índia, à procura de algum caminho espiritual, penso eu, para amenizar a responsabilidade que ele... Você sabe, é basicamente como andar em uma espécie de inferno, tenho certeza, estando dentro da cabeça desse cara. 

Assim, em essência, tudo isso acontece no microcosmo em todo o mundo, não apenas na América, porque eu vejo isso em muitos países. Na verdade, a Inglaterra tem o melhor sistema de vigilância nas ruas, câmeras, etc. Então o que está acontecendo é, que de alguma forma, isso parece estar se manifestando nos Estados Unidos de um modo mais evidente. Mas de uma forma dissimulada, isso realmente existiu em países pequenos, com déspotas que foram financiadas pela CIA, e depois em todo o mundo, manipulando os governos por atrás de países como a Suíça e assim por diante. 

PL: Bom, quero dizer, o que é muito divertido para mim, de uma forma sarcástica, é o fato de que nos Estados Unidos se se falar de conspirações, se é ridicularizado. Atiram em você. É considerado, você sabe, uma fantasia paranóica. 

E, no entanto, reconhecemos sem hesitação o fato de que conspirações como estas existem em qualquer outro país do planeta. Certo? Então, quando Benazir Bhutto, a ex-premiê do Paquistão, foi morta a tiros no ano passado no Paquistão, todos disseram, é claro que foi uma conspiração. Haviam elementos da polícia secreta paquistanesa envolvidos. A Al Qaeda podia estar envolvida, ou o Taleban, ou quem sabe o quê. Mas automaticamente isso foi uma conspiração. 

No entanto, de acordo com a maioria dos historiadores, nem uma única pessoa assassinada neste país jamais foi assassinada por uma conspiração! [Ri] Não há conspiração. Nada disso existe aqui. Siga em frente. Certo? Nós temos esta idéia de alguma forma que os EUA está imune a esses eventos. 

Ainda assim, derrubamos ditadores em países estrangeiros. Nós derrubamos e cometemos assassinatos na Guatemala, no Irã, na época do Xá. Nós derrubamos o governo de Allende no Chile. Colocamos Pinochet no poder. Fazemos todas essas coisas de uma forma regular e fizemos isso durante anos, anos e anos. Ainda assim, não acontece dentro dos Estados Unidos. Por quê? Por que é tão impossível de acreditar? 

KC: Certo. Penso, embora hoje em dia, é muito mais fácil conseguir que as pessoas, não acreditem tanto, mas realmente compreendam as raízes da conspiração. Desde a morte de Kennedy acho que os olhos da América foram lentamente abertos sobre isso, pelo menos para muitos. Embora, certamente, 11/09/2001 ainda não se consegue que as pessoa possam aceitar a possibilidade de que ocorreu uma conspiração. 

Assim, acho que completamos o círculo com você. De alguma forma, passamos por alguns temas aqui que são apenas... as raízes estão em toda parte. As conspirações, se quiseres, estão por toda parte. 

É muito gratificante saber que você está atrás do volante, investigando, documentando tudo isso e unindo tantos pontos. Eu encorajo as pessoas a seguirem o seu trabalho. Eu certamente quero ler muito mais do que você escreveu. 

PL: Onde eu vou agora? Eu ainda estou no meio de tudo isso, sabem? Eu ainda estou no meio da pesquisa. Eu não sei do que se tratará o meu próximo livro. 

Como eu havia dito, tenho um livro sobre os maçons saindo em abril, que é uma espécie de exame da ligação entre a sociedade maçônica e os Mórmons, e algo sobre o ocultismo que estava ocorrendo em nosso país antes, durante e após a Revolução, a Revolução Americana. Então eu investigo as conexões que ocorreram. 

É uma espécie de um exame geral da Maçonaria. Eu não sou um maçom, é claro. O livro sai em abril. 

Stairway to Heaven (Escada para o Céu) foi realmente mais sobre a Cabala, a alquimia chinesa e esse tipo de coisa, um livro muito espiritualmente orientado tentando compreender algumas das implicações de alguns dos escritos antigos. 

Então, de onde eu vou daqui? Eu constantemente coleto informações. Estou constantemente construindo arquivos de dados, tentando ver mais ligações e tenho certeza que terei algo assim para compartilhar com vocês em breve. 

KC: Isso é fabuloso. Uma coisa que eu quero perguntar a você, o livro que você falava que investigou o ocultismo muito profundamente... 

PL: Eu estava envolvido com isso. É. O Necronomicon. Claro que sim. Quer dizer, não fazia segredo disso. Já fiz algumas entrevistas com base nisso. Esse foi um trabalho oculto que, acho que hoje é um dos textos críticos, provavelmente, de meados do século 20 sobre o ocultismo. Tem sido insultado por muita gente. As pessoas dizem que é uma farsa. Outras pessoas dizem que é um livro muito terrível, ou é um tema muito forte. 

Vejo isso como a sobrevivência de uma velha prática ocultista do Oriente Médio, que envolveu um processo de iniciação, passando por uma série de "portões", ganhando mais e mais iluminação e ou esclarecimento em cada momento, a cada passagem pelo "portão". É um livro interessante e os eventos em torno dele também foram interessantes. 

KC: Nós vamos ter que rever isso com você porque eu também sou fascinada por isso.

PL: Claro. 

KC: Bom, obrigado, Peter. Isto foi fascinante. Nós dois estamos realmente muito interessados no que você fará no futuro, bem como conhecer mais o seu trabalho após essa conversa. Obrigado por tirar um tempo hoje para falar conosco. 

PL: Foi um prazer. Muito obrigado.


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Bill Ryan

bill@projectavalon.net


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